TURBILHÃO DE MENTIRAS
Há mais de dois meses venho sendo vítima de um impiedoso e irresponsável ataque que se já se transformou em campanha. Tudo nasceu de uma pseudo-denúncia da revista Veja. De que me acusaram? De um caso extraconjugal do qual resultou o nascimento de uma filha? De dar assistência à mãe? De reconhecer a filha? De recorrer a um amigo de décadas? Provei de maneira cabal que arquei com a pensão com recursos próprios, apresentando toda a documentação referente às minhas atividades. Provei a autenticidade de meus documentos fiscais, guias de trânsito animal, quantidade de vacinas aftosa coincidente com o rebanho e compatibilidade dos recibos de venda e depósitos bancários. Neste período, não me esquivei de nenhuma pergunta, não me escondi, não me furtei a dar as respostas – até às indagações mais disparatadas. Imputaram–me – falsamente – ter recorrido a recursos privados para arcar com minhas despesas. Provei, com documentos, a total improcedência da acusação. Levantaram dúvidas quanto às notas e já comprovei a autenticidade de maneira definitiva que, se houve utilização irregular de alguma empresa, não é minha responsabilidade. Acusaram-me – falsamente – de ter omitido uma fazenda em minhas declarações de renda. Apresentei as declarações de renda onde a referida propriedade está em meu nome e os caluniadores não tiveram a decência de desmentir a falsa imputação. Devassei minhas declarações de renda, minha vida contábil, fiscal, bancária, como poucos o fazem ou fizeram, mostrando




Renan Calheiros *



"Lá adiante, quando eu provar minha inocência, espero que todos respondam pela precipitação e pela sanha acusatória”
que não tenho nada a temer, não tenho nada a esconder. Não tenho patrimônios clandestinos. Fui eu que - não se esqueçam disso - através de um ofício solicitei ao Ministério Público a investigação de todas, todas as falsas denúncias. Só posso expressar satisfação com a abertura da investigação, respeitando as regras democráticas. Acusaram-me – falsamente – de ter vendido uma empresa na qual eu nunca tive participação societária e de ter intercedido em benefício da compradora. Acusaram-me, acusaram-me, acusaram-me. Um turbilhão de mentiras, de perversidades, de pseudo-escândalos que só a absoluta inocência é capaz de suportar. Indagam-me como resisto à pressão. Respondo serenamente: minha força é proporcional à verdade que carrego comigo. gVamos então à mentira mais recente. Nunca fui proprietário das empresas mencionadas pela revista Veja. Como sempre é a acusação sem prova. Eu sempre trazendo os documentos, produzindo a prova negativa.  Eu mostro as provas, o que os maledicentes nunca fazem, apesar da lei. Quem acusa tem o ônus da prova. É do jogo democrático: criticar, fiscalizar e cobrar. Eu responderei a tudo com altivez. Eu não abaixo a cabeça para mentiras e covardias. Lá adiante, quando eu provar minha inocência, espero que todos respondam pela precipitação, pela sanha acusatória e tentativas de subtrair o sagrado direito de defesa e fragilizar, voluntariamente, o cargo de Presidente do Senado Federal.
* Renan Calheiros é presidente do Senado Federal

Tão Gomes Musa Antônio Caraballo Magno Martins JB Serra e Gurgel Guillermo Piernes Renato Riella
Jota Alcides Charlotte Aldo Paes Barreto Sérgio Oliveira Luiz Roberto Marinho Kleber Sampaio Aldemar Paiva