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FATORAMA
Jornal das Vozes Livres de Brasília
HOME   Brasília - DF 12/08/2007

ÃO BASTASSEM AS DORES DE CABEÇA POR CONTA DA CORRIDA CONTRA O RELÓGIO PARA APROVAR PROPOSTAS COMPLICADAS COMO A RENOVAÇÃO DA CPMF E DA DRU, AS LIDERANÇAS DO GOVERNO NO CONGRESSO AGORA GANHAM NOVO COMPLICADOR: ESTÃO REABERTAS AS TEMPORADAS DE CAÇA DOS CONSELHOS DE ÉTICA, NA CÂMARA E NO SENADO. COM PAUTAS CHEIAS.

Sociedade e instituições mobilizam-se para marcar os 30 dias da maior tragédia aérea brasileira, no próximo dia 17. E muitos se perguntam se o presidente Lula vai participar. Na cena do desastre ele não apareceu.

Nova batalha de Itararé

A proposta de uma ampla e necessária reforma política, tema que freqüenta a agenda do Congresso há mais de 10 anos, ganhou ares de uma reedição da famosa Batalha de Itararé, imortalizada pelo genial Aparício Torelli como “a batalha que não houve”. O veterano jornalista, que se atribuiu o título de Barão de Itararé, reuniria material para muitos livros tragicômicos com as idas e vindas dos parlamentares em torno da questão.

GAZETILHA

Em meio a farto noticiário sobre o caos aéreo e a tragédia de Congonhas, pesquisa do DataFolha flagrou o presidente Lula voando em céu de brigadeiro, com alta popularidade.

O divórcio entre Lula e a classe média brasileira é um fato. Outro fato é o distanciamento do Presidente e seu governo com o que há de mais representativo em termos da imprensa .

Esse aparente paradoxo deflagrou uma enxurrada de notícias, artigos, comentários, análises variadas, em busca de explicações para o fenômeno. Qual é, realmente, esse fenômeno?
Lula tem o apoio da base, graças à bolsa, e do topo, graças ao bolso. Políticas de transferência de renda, cujo símbolo é o bolsa-família, colocaram o “povão” ao lado do Presidente.
De tudo o que se viu, ouviu e refletiu, é possível extrair algumas conclusões. Certamente teremos clareza sobre vários pontos, ainda que outros ainda exijam mais investigação. No topo, a manutenção da política econômica gestada por FHC com o Plano Real assegurou a lua de mel com os donos do capital. Já a base, pelo visto, não lê jornais.
Renovar CPMF será corrida de obstáculos
Se o presidente Lula pensava governar tranqüilo, depois de costurar uma aliança com nada menos que 11 partidos, certamente já se deu conta do engano. É tensa a relação do Governo com sua base de sustentação parlamentar. Na falta de unidade político-ideológica, o cimento que garante apoios são nomeações e liberações de verbas. Mas há nítido divórcio entre concessões e expectativas. Renovar a CPMF e a DRU será uma penosa corrida de obstáculos. E contra o calendário.
EXCLUSIVO
Cresce a preocupação no Congresso com as decisões da Justiça Eleitoral sobre a propriedade dos mandatos. O TSE já decidiu que o mandato conquistado nas urnas, para o Legislativo ou o Executivo, não é do político, mas do seu partido. Partidos de oposição já formalizaram pleitos pedindo a devolução dos mandatos de quem migrou para a base governista.


Tão Gomes Musa Charlotte Magno Martins JB Serra e Gurgel Guillermo Piernes Renato Riella
Jota Alcides Tribuna Aldo Paes Barreto Sérgio Oliveira Luiz Roberto Marinho Kleber Sampaio Aldemar Paiva