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aberto pelo senador Cristovam Buarque sobre eventual plebiscito para fechamento
ou não do Congresso está no centro da polêmica política com vigorosa reação
contrária dos parlamentares que consideram a ideia golpista. |
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GOLPISMO NÃO, MAS NOVO CONGRESSO |
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Mais
de 80% dos brasileiros consideram o Congresso atual cheio
de oportunistas, negocistas, ladrões e corruptos, têm demonstrado
as mais recentes pesquisas nacionais. Depois do Mensalão,
o maior escândalo de corrupção da história da República, gerado
pelo Governo do PT junto aos congressistas, então a situação
piorou muito. Por isso, estão todos assustados com o alerta
feito pelo ex-governador e atual senador do PDT-DF, Cristovam
Buarque(foto), sobre eventual plebiscito para fechamento ou
não do Congresso. Polêmica da semana está no centro do debate
político. Com certeza, predomina na vontade do povo fechar
este e abrir um novo Congresso.
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Para a sociedade brasileira, o atual Congresso está apodrecido
e fedendo de tantos escândalos de mordomias e corrupção quase
ina-creditáveis depois do grande vendaval do Mensalão que quase
derrubou o presidente Lula. Mas, como Lula escapou ileso e os
40 da quadrilha chefiada pelo então ministro da Casa Civil,
José Dirceu, conforme o Ministério Público, ainda não foram
punidos e permanecem em atividade como se nada tivesse acontecido,
fixou-se o degenerou geral, sem qualquer reação do povo. Espertamente,
o Governo Lula, mesmo continuando em desmazelos, protegeu-se
com Bolsa-Família, Bolsa-Universitária, Bolsa-UNE, Bolsa-Sindicatos,
Bolsa MST, Bolsa Atleta e outras bolsas demagógicas e populistas,
co-optando a opinião de mais de 100 milhões de brasileiros desses
segmentos. Mas o |
Congresso, além de não ter Bolsa nenhuma para se defender, ainda
permaneceu, como permanece, agredindo a população com seus inaceitáveis
abusos em farra com dinheiro público. Como seria necessário
muito papel para registro de todos os abusos escandalosos, verifiquem-se
apenas os mais recentes: mais de 190 diretorias no Senado, a
maior diretoria do mundo, para servir aos 81 senadores; R$ 61
milhões em Orçamento para 41 mil beneficiários de serviços médicos
do Senado, quando o número verdadeiro é 23 mil beneficiários;
R$ 6,2 milhões gastos com horas extras no Senado em pleno recesso
do mês de janeiro; R$ 150 milhões em gastos da Câmara com reformas
de apartamentos funcionais; R$ 18 milhões gastos por ano pela
Câmara com alojamentos de parlamentares em Brasília; R$ 85 |
milhões em verbas indenizatórias para deputados; tanto na Câmara
como no Senado, verbas indenizatórias para despesas com segurança
particular, jatinhos e até para pagamento de pizza. É uma gastança
sem limites. Por isso, o Congresso, os partidos e os políticos
estão em último lugar em credibilidade junto à população em
todas as pesquisas nos últimos anos, sobretudo depois do Mensalão.
Daí a preocupação procedente e a posição corajosa do senador
Cristovam Buarque: “É tão grande hoje a reação do povo contra
o Parlamento que, talvez, fosse a hora de fazer um plebiscito
para saber se que o povo quer ou não que o Parlamento continue
aberto. Muitos me criticam dizendo que poderia haver, sim, uma
votação propondo fechar. Mas, e se o povo quiser? O nome disso
não é golpe. Pode até ser equívoco, mas não |
seria golpe”. Para muitos, o debate aberto pelo senador Cristovam
Buarque é uma sandice. Mas, sandice é o que está acontecendo
no Congresso. Provavelmente, o senador falhou na comunicação
de sua idéia. Mais correto teria sido: plebiscito para saber
se o povo quer fechar o Congresso atual e fazer eleições para
novo Congresso sem a concorrência dos atuais parlamentares.
Obviamente, porque não suporta mais este Congresso, a população
gostaria de ver os atuais congressistas inelegíveis porque se
forem candidatos serão reeleitos pelos agressivos esquemas de
corrupção eleitoral. Como o senador Cristovam Buarque, a Nação
também entende que não pode haver democracia sem Congresso,
mas o Congresso precisa cumprir seu papel legislativo decentemente
para ser respeitado e querido pelo povo. |
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Qualquer
pesquisa nacional hoje comprovará que brasileiros querem o fechamento do
atual Congresso e novas eleições sem a concorrência dos atuais parlamentares
para haver limpeza geral e novo cenário político decente e confiável. |