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FATORAMA
Jornal de opinião da Capital brasileira
HOME   Brasília - DF 12/04/2009

S MESAS DIRETORAS DO SENADO E DA CÂMARA JÁ DESCOBRIRAM COMO SERÁ DIFÍCIL CRIAR NOVAS REGRAS E FIXAR UMA CULTURA DE TRANSPARÊNCIA, COM RELAÇÃO AO USO DAS VERBAS COLOCADAS À DISPOSIÇÃO DOS PARLAMENTARES. MUITOS GABINETES RESISTEM. O TEMA VIROU PAUTA DA IMPRENSA NACIONAL E PREJUDICA A IMAGEM DO CONGRESSO, JÁ BASTANTE DESGASTADO.

Tempos duros estes primeiros meses de 2009. A crise chegou ao País e acirrou os ânimos em diversos setores da economia e do próprio setor estatal. Uma onda de greves está sendo ensaiada. No DF, os professores da rede pública querem dar o pontapé.

Pós-G-20 pode dar frustração

Esgotado o efeito midiático da exuberante reunião do G-20 em Londres, o choque das intenções, expressas em pomposas declarações, com a realidade mundial, faz crescer o risco de uma grande frustração. Os EUA resistem a avanços efetivos em políticas de regulação no sistema financeiro internacional. E a Europa teme que o estoque de papéis sem valor, os tais ativos tóxicos, supere os US$ 4 trilhões. Conta difícil de resgatar.

GAZETILHA

O presidente Lula, como figura pública e ator político, de há muito atrai atenções e desperta interesses. Das massas e dos intelectuais, na trajetória do sindicalismo para a Presidência.

Agora, o contencioso nasce na economia e ameaça chegar na política, com escala relevante na esfera da imagem pública. Gerir a bonança foi fácil. Cinco anos num mar de prosperidade.

Há razoável consenso em relação à sua habilidade para as artes da comunicação de massa e a articulação de alianças. Outro consenso: ele não aprecia ser contrariado.
Agora os tempos são de crise. Lula, num primeiro momento, desdenhou o tamanho do problema. Disse que era com o Bush, que não atravessaria o Atlântico.
Dentro desse quadro, o presidente vai enfrentar novo desafio a testar sua capacidade de driblar situações adversas. No passado teve que administrar o Mensalão. Passou incólume. Deu errado. Para tentar conter a crise, Lula mandou todo mundo gastar. Inclusive, o setor público. Agora pede para apertar o cinto. Caiu sua popularidade. Será o começo?
Mercado teme uso político do BB
O Governo Lula trocou o presidente do Banco do Brasil. O motivo: a instituição não teria baixado os juros na dimensão com que o presidente Lula sonha derrubar o spread no País. O mercado ficou alarmado. Muitos temem que o Governo seja tomado por um messianismo déja vu em cartilhas heterodoxas de política econômica. O custo do dinheiro não pode cair por decreto. Muitos, entre eles acionistas, temem o uso político do BB. De novo. E para começar.

EXCLUSIVO
Superada a surpresa imobilizadora causada pela enxurrada de críticas ao Congresso, mais ao Senado que à Câmara, neste início de ano parlamentar, eis que as duas Casas do Legislativo dão sinais de retomada da iniciativa política e legislativa. As pautas de votações foram desobstruídas e as CPIs dos Grampos, das ONGs e da Pedofilia, retomaram seu ânimo investigativo.


Expediente Musa Charlotte Magno Martins JB Serra e Gurgel Raphael Bruno Renato Riella
Jota Alcides Tribuna Aldo Paes Barreto Sérgio Oliveira Luiz Roberto Marinho Kleber Sampaio Aldemar Paiva