Ciro Gomes




Estratégia de Lula é garantir Ciro como coadjuvante de Dilma e tirar Aécio de chapa com Serra para que a disputa sucessória seja plebiscitária mostrando que fez um governo melhor do que FHC.
PAU-MANDADO DE ÓDIO E RANCOR
Diante da possibilidade de uma chapa puro sangue do PSDB na sucessão presidencial, formada pelo governador de São Paulo, José Serra, com 52% das intenções de voto no Sul, e o governador de Minas, Aécio Neves, com 29% das intenções de voto no Sudeste, o presidente Lula já tem, além do esquemão governamental e do PT em defesa de sua ministra-candidata, Dilma Rousseff, o pau-mandado que precisa: Ciro Gomes(foto), deputado federal, cumprirá o papel de atacar furiosamente o governador José Serra espalhando contra ele ódio, rancor e ressentimentos de mais de oito milhões de nordestinos que vivem em SP.

Cenário para disputa da próxima sucessão presidencial começou a se definir nessa semana. De um lado, está o presidente Lula empenhado em fazer uma eleição plebiscitária. Seu maior desejo é o de que o julgamento popular seja entre Lula e FHC. Faz parte da obsessão de Lula querer demonstrar que ele, um torneiro mecânico, sem diploma universitário, pôde fazer um Governo muito melhor do que FHC, doutor, intelectual de prestígio internacional. Para isso, precisa eleger, de qualquer jeito, sua ministra-candidata, Dilma Rousseff, que representa o terceiro mandato de Lula. De qualquer jeito significa contar com todos os recursos disponíveis, inclusive com Ciro Gomes no papelão de pau-mandado com toda a sua natural grosseria. Considerado político disposto a fazer qualquer negócio para ficar no poder, Ciro Gomes está seguindo à risca a estratégia de Lula. Já transferiu seu domicílio eleitoral do Ceará para São Paulo. Próximo passo será a decisão de sua candidatura: ou ao Governo de São Paulo ou à Presidência da República. Em ambos os casos, seu papel, antecipadamente assumido, é o mesmo: atacar o governador José Serra. Como candidato a governador, estará abrindo caminho para Dilma Rousseff. Como candidato a Presidente, estará tirando votos de Serra e ajudando Dilma Rousseff. Ou seja, de um jeito ou de outro, estará fazendo o jogo de Lula e, pela cara-de-pau, certamente, será recompensado com algum cargo importante no futuro. Mas, jogada de Lula pode se complicar porque os petistas de São Paulo rejeitam Ciro Gomes por sua personaalidade e seu estilo explosivo. Muitos o consideram um autêntico farsante, além de mal educado. Por isso, os petistas de São Paulo reagiram, nessa semana, anunciando a “construção”de uma candidatura própria ao governo paulista. “Há uma percepção no partido de que a candidatura Ciro não tem a nada a ver com São Paulo”, argumentou a ex-prefeita da capital paulista, Marta Suplicy, ex-ministra do Turismo do Governo Lula, e uma das principais lideranças do PT no Estado. Como a decisão do PT de ter candidatura própria ao governo paulista é quase unânime, restará ao Ciro ser coadjuvante de Dilma. Como Dilma e Ciro estão patinando em torno de 16% ou 15% das intenções de voto, respectivamente, é possível que os dois fiquem nesse patamar ou cresçam um pouquinho mais possibilitando um segundo turno de Dilma com Serra, o que configurará o projeto plebiscitário de Lula. Diante desse quadro, cabe agora aos governadores José Serra e Aécio Neves uma decisão estratégica e rápida: a formação de chapa puro sangue para a disputa da Presidência. Com alta aprovação no Sul e no Sudeste, onde estão os maiores colégios eleitorais do País, os dois poderão equilibrar a disputa com Lula que tem alta aprovação no Nordeste com votos de cabresto entre os 50 milhões de beneficiários do fami-gerado Bolsa-Família. Por conta disso, Serra sozinho, embora líder nacional das pesquisas com 37%, correrá serio risco, e Aécio, sozinho, risco ainda maior. Mas os dois juntos, na mesma chapa, poderão, finalmente, livrar o Brasil desse Governo sujo do Mensalão e maiores escândalos de corrupção.
Chapa puro sangue do PSDB, com Serra e Aécio, líderes nos maiores colégios eleitorais, é a única alternativa com chance de vitória sobre o esquemão montado por Lula para a próxima sucessão.

Expediente Musa Antônio Caraballo Magno Martins JB Serra e Gurgel Raphael Bruno Renato Riella
Jota Alcides Charlotte Aldo Paes Barreto Sérgio Oliveira Luiz Roberto Marinho Kleber Sampaio Aldemar Paiva