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| FATORAMA | |
| Jornal de opinião da Capital brasileira | |
| HOME Brasília - DF 11/10/2009 |
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UMA ELEIÇÃO ESCLARECEDORA
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| A despeito dos resultados e das negociações, agora em curso, em torno da formação de uma coalizão governista, as últimas eleições alemãs apresentaram uma característica que desafiou as crescentes tendências de indiferença da população em processos eleitorais, verificadas em praticamente todo o globo ano após ano. Na Alemanha, as urnas revelaram um perfil mais ideologizado de voto, elemento cada vez mais raro em processos eleitorais mais recentes, geralmente transformados em superficiais e midiatizadas concorrências entre projetos políticos semelhantes, para não dizer iguais. A ideologização do voto | alemão, ainda que limitada, é evidenciada, por um lado, pela baixa histórica no percentual de apoio aos dois maiores partidos do país, a democrata-cristã CDU e o social-democrata SPD, ambos integrantes da chamada “grande coalizão” centrista que sustentou Angela Merkel no poder nos últimos anos, e por outro, pelos crescimentos, também históricos, do liberal FDP e do esquerdista Die Linke, (A Esquerda, numa tradução livre), formado por uma aliança entre dissidentes do SPD insatisfeitos com o alinhamento do partido às principais políticas da direita alemã e órfãos do antigo partido comunista que comandou a Alemanha Oriental. Um crescimento da polarização política, |
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campanha assustadoramente morna, sem polêmicas, sem debates, sem ataques, principalmente porque os dois principais partidos na briga pelo comando de uma futura coalizão, CDU e SPD, integravam o mesmo governo. Difícil criticar duramente, há de se reconhecer, companheiros de gabinete. O desfecho das eleições alemãs serviu, também, para colocar em xeque a interpretação conservadora da tendência de esvaziamento da participação nos processos eleitorais, segundo a qual se a população não se mobiliza de maneira suficientemente ativa é porque, basicamente, estaria satisfeita com os resultados que o sistema | político está produzindo. O crescimento maciço dos votos no FDP e no Die Linke, contudo, mostram que desde que uma alternativa minimamente competitiva se apresente, seja ela de direita ou de esquerda, os eleitores estão dispostos a depositar seus votos em projetos que se diferenciem, ainda que com significativas limitações, dos marasmos e dos consensos que atravessam supostas matizes ideológicas cada vez menos claras, camufladas por um enfoque personalista e ao mesmo tempo técnico-gerencial que parece dominar as principais forças eleitorais e esvaziá-las de conteúdos políticos relevantes. |
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IMIGRANTES- Cerca de 11 milhões de imigrantes ilegais nos Estados Unidos agora estão subordinados a novas regras fixadas pelo Governo norte-americano para deportação. Eles poderão ficar, temporariamente, em hotéis ou reastreados com braceletes eletrônicos. |
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Bomba
Iraniana
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Crise
em Honduras
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Caso
Berlusconi
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| “Vários países nos ofereceram urânio enriquecido e nós vamos negociar com qualquer um deles, inclusive os Estados Unidos”, anunciou o polêmico presidente do Irã, Mahmoud Almadinejad. |
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“Estamos
aqui para encontrar soluções concretas para uma crise de Honduras que
não pode mais se prolongar”. Foi o que afirmou o secretário-geral da Organização
dos Estados Americanos, Miguel Insulza, ao iniciar quinta-feira(8), diálogo
entre os representantes do Governo Roberto Micheletti e do presidente
deposto Manuel Zelaya, desde 28 de junho. Mas não houve acordo, as negociações
fracassaram e a crise continua sem qualquer solução.
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Embora esteja agora sem imunidade, anulada pela Corte Constitucional da Itália, o primeiro-ministro Sílvio Berlusconi, com longo histórico de problemas, anunciou que permanecerá no poder. |
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