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FATORAMA
Jornal de opinião da Capital brasileira
HOME   Brasília - DF 11/10/2009

DISPUTA PRESIDENCIAL DE 2010 TEM DUAS VERDADES ABSOLUTAS. UMA É QUE SE LULA PUDESSE CONCORRER, GANHARIA FÁCIL. A OUTRA É QUE SEM LULA, MUITOS ASPIRANTES ACHAM QUE PODEM VENCER. NA SITUAÇÃO, O DESAFIO SERÁ BLOQUEAR AS AMBIÇÕES DE CIRO GOMES E LEVAR A CALOURA DILMA À VITÓRIA. TAREFA ENORME. A OPOSIÇÃO, DE SEU LADO, CORRE RISCO DE PERDER PARA OS PRÓPRIOS ERROS.

A visão da destruição de milhares de pés de laranja pelo MST, em São Paulo, rodou o País e o mundo. As imagens desnudaram a filosofia do movimento e lhe causaram mais prejuízos que dezenas de discursos de seus opositores no Congresso.

O risco fiscal e a patrulha

Crescem as preocupações em torno da elevação de gastos federais. Mas bastou que alguns desses reparos viessem da área pública, leia-se o BC, para que integrantes da equipe econômica entrassem em campo para desqualificar as críticas. Os governos Lula já contrataram mais de 50 mil novos servidores. Além disso, preocupa muito a má qualidade dos gastos e da gestão. Teme-se uma bomba-relógio fiscal para 2011. Seja quem for o sucessor.

GAZETILHA

Alegria geral. O Brasil será destaque no cenário esportivo mundial da próxima década. A Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas do Rio, em 2016, são megaeventos.

Todos têm sua parcela de razão. Mas as dúvidas e riscos não ficam por aí. A experiência do Panamericano do Rio de Janeiro expôs sérios problemas de gestão de recursos públicos. Má gestão.

O problema – normalmente sempre há pelo menos um problema – é o preço a pagar por esses eventos. Bilhões de dólares, literalmente. Chocante, diante das notórias carências do País.
As investigações sobre irregularidades nos investimentos do Pan estão em curso. E apesar do Comitê Olímpico Brasileiro prometer medidas saneadoras, o ceticismo é grande.
Isso para muitos já é uma exorbitância. Outros lembram os ganhos evidentes que a Nação terá, em projeção, investimentos em infra-estrutura e incrementos no turismo. Em geral e na linha do que é comum em obras públicas, eventos dessa natureza acabam extrapolando de muito o orçamento original. O Pan que o diga. A Nação deve ser rigorosa.
Excesso de otimismo pode causar bolhas
Aviso aos investidores: a superação da grande crise de 2008, em escala planetária, está em curso, mas será lenta e exigirá cautela nos negócios. Cautela também sugerida às economias emergentes, Brasil à frente. As ações de retomada do crescimento são boas, mas devem ser temperadas para não provocarem as armadilhas de uma euforia sem bases de sustentação. Por aqui, muitos já se perguntam se não estamos criando bolhas - bursátil, imobiliária e bancária.

EXCLUSIVO
Coube a Marta Suplicy explicitar a resistência do PT paulista à tentativa do presidente Lula de impor o nome do deputado Ciro Gomes como candidato do partido ao governo de São Paulo. Apesar das caneladas petistas e do troco de Ciro, poucos acreditam que o partido consiga resistir à ordem de Lula. José Dirceu já está em campo.


Charlotte Musa Nivaldo Cordeiro Magno Martins JB Serra e Gurgel Raphael Bruno Renato Riella
Jota Alcides Tribuna Aldo Paes Barreto Sérgio Oliveira Luiz Roberto Marinho Kleber Sampaio Aldemar Paiva