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das Vozes Livres de Brasília |
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- DF 11/05/2008 |
SEM RODÍZIO
De vez em quando, cabeças pensantes
(mal pensantes) falam em aplicar no trânsito de Brasília o famigerado
rodízio de carros que humilha a população de São Paulo. Antes
disso, há milhares de providências que podem ser adotadas para
evitar engarrafamentos, reduzir acidentes e transformar o automóvel
num instrumento de felicidade. É só pensar alto e tomar as decisões
políticas certas. Viva Brasília!
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A CPI dos Ossos está concentrada na deficiência dos
cemitérios terceiri-zados do DF, mas não pensa na modernização
desse
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serviço. E nem pensa na Ceilândia, a única cidade de
500 mil habitantes do mundo que não tem onde enterrar
seus mortos. Olho vivo, pessoal!
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| FLAGRANTE
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A desclassificação do Flamengo na Taça Libertadores exprime
o que é futebol. Ninguém poderia acreditar que o time seria
eliminado em casa por 3x0, podendo até perder por dois gols
sem cair na tabela. Não há como explicar nada. É o futebol,
gente! |
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DILMA LEMBRA SERRA
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Vocês lembram como José Serra era inviável? A aparência
física não ajudava, o estilo era duríssimo e a personalidade
difícil afastava marqueteiros, que poderiam fazer algo
para torná-lo mais aceitável pelo eleitorado. Na falta
de coisa melhor, ele se impôs. É hoje governador do
principal Estado (São Paulo) e mantém-se à frente das
pesquisas como possível candidato a presidente da República.
Dilma Rousseff tem tudo o que um político não precisa
para se eleger (até mesmo um padrão estético próximo
do que complica José Serra). Mesmo assim, ouvindo marqueteiros
experientes, pode dar caldo. Política é assim mesmo.
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INCO
CENTRAIS SINDICAIS E 15 CONFEDERAÇÕES NACIONAIS DE TRABALHADORES
TRARÃO A BRASÍLIA NO DIA 13 MAIS DE TRÊS MIL PESSOAS PARA PARTICIPAR
DO FÓRUM SINDICAL DOS TRABALHADORES, NA ACADEMIA DE TÊNIS. HÁ
GRANDES TEMAS A SEREM DISCUTIDOS, COMO POR EXEMPLO A REDUÇÃO
DA JORNADA DE TRABALHO DE 40 HORAS PARA 44 HORAS. SÃO QUESTÕES
QUE MEXEM COM O PAÍS E POUCO SAEM NA MÍDIA. |
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- Os restaurantes de Brasília vivem cheios,
nas horas mais inacreditáveis, e cobram preços arrasadores. É
um mercado crescente, que precisa ser equilibrado pela criação
de novas áreas, gerando novas opções. Gente inteligente vinda
de São Paulo questiona como os brasilienses aceitam pagar preços
tão elevados.
- Vivemos o paradoxo de, ao morar numa
cidade considerada de alto poder aquisitivo, sermos obrigados
a pagar tabelas exageradas em serviços como cinema, táxi e muitos
outros. Quem vem de fora toma verdadeiro choque com as condições
de preço nas atividades voltadas para a chamada classe média.
- Porto Alegre, Salvador, Rio de Janeiro,
Belo Horizonte e muitas outras cidades, maiores e talvez mais
instaladas, têm custo de vida mais normal nesses setores considerados
de elite, freqüentados por assalariados e profissionais liberais.
Brasília carece de uma pesquisa que explique melhor essa realidade.
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