GAZETILHA
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A estrela
de Lula - no caso não a do velho PT, mas a da boa sorte -
está brilhando tanto que até o presidente começou a usar essa
imagem como uma espécie de bordão, País afora.
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De olho
em 2010, Lula percorre o País falando nos palanques do PAC,
buscando nacionalizar as eleições municipais de 2008. Prepara-se
para tentar fazer seu sucessor.
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Essa sorte não bafejou Lula apenas no plano econômico, área
em que seu governo surfou na onda da prosperidade mundial. Também
na política ele navega tranqüilo. |
Como a vida é feita de ciclos, na economia e na política,
a grande curiosidade é saber o que chegará primeiro – se as
vitórias de Lula e seu grupo, em 2008 e 2010, ou o fim da
euforia.
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Já a oposição,
na verdade, ainda procura um discurso para contrapor-se ao Presidente.
Alguns tentam elaborar uma tese para o pós-Lula. Outros, uma
bandeira contra Lula. |
Como dizia o velho Magalhães Pinto, a política é como a nuvem,
ora está de um jeito, ora de outro. O desafio para a oposição
é tentar adivinhar e capitalizar a direção dos ventos. |
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Inflação
e câmbio já viraram dores de cabeça
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O Governo não vai admitir, ao menos oficialmente e em futuro próximo.
Mas o fato é que a escalada da inflação e o derretimento do câmbio
já viraram enormes dores de cabeça para manter o País no rumo do
crescimento. O custo dos alimentos será um tormento nos próximos
anos. Energia também. A apreciação do real já prejudica exportações
e desequilibra o balanço de pagamentos. O espaço de manobra da política
econômica ficou menor. Lula terá de apertar o cinto.
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