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14 reivindicações apresentadas ao presidente Lula, durante reunião em Brasília,
nessa semana, os 27 governadores estaduais tiveram pelo menos sete pontos
atendidos e ficaram empolgados. |
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NOVO LULA ATRAI GOVERNADORES |
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Durante
encontro com o Presidente da República na Granja do Torto,
em Brasília, nessa semana, os 27 governadores dos Estados,
inclusive os de oposição, se surpreenderam com um Lula(foto)
diferente, moderado, sereno, compreensivo, flexível, atencioso,
simpático, descontraído, menos petista e mais solidário. O
que tinha tudo para ser um fracasso – pois os governadores
chegaram à reunião mantendo a exigência de divisão dos R$
32 bilhões anuais da CPMF com 20% para os Estados e 10% para
os Municípios – acabou sendo um tremendo sucesso. Pelo caminho
torno, o presidente Lula conseguiu o que até agora parecia
impossível: iniciar um pacto federativo.
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Embora o presidente Lula não tenha aceito compartilhar a receita
da CPMF com os Estados e Municípios, principal reivindicação
de 14 pontos na agenda dos 27 governadores, que estão enfrentando
dramática crise financeira, eles saíram da reunião satisfeitos.
Lula mostrou-se sensível a pelo menos sete dos 14 pontos apresentados
previamente pelos Estados: poderão buscar em bancos privados
condições para quitar suas dívidas com a União e captar recursos
para novos investimentos; terão permissão para passar ao setor
privado a cobrança de créditos em dívida ativa que, geralmente,
leva até 16 anos; poderão ter reduzida a cobrança de PIS/Cofins
sobre investimentos feitos pelas empresas estaduais de saneamento;
terão leilões das dívidas dos contribuintes com os Estados mediante
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desconto; recursos federais e estaduais destinados à área de
segurança pública não serão mais contin-genciados; novos critérios
para distribuição de recursos do Fundeb; e novas regras para
pagamento dos precatórios. Demais pontos da agenda nacional
dos governadores ficaram para ser melhor analisados pelo Governo
que assumiu o compromisso de incluir a questão da divisão do
bolo da CPMF na discussão sobre a reforma tributária. Como os
pontos atendidos pelo presidente Lula vão poder gerar dinheiro
para os cofres vazios dos Estados, os governadores, que entraram
na Granja do Torto desconfiados e receosos de um diálogo de
surdos, sem qualquer resultado positivo, deixaram a reunião
otimistas e empolgados. Mais do que isso: avaliaram a reunião
como “extremamente |
positiva” e saíram fazendo os maiores elogios a Lula por ter
patrocinado um avanço importante nas negociações da União com
os Estados e criado as condições favoráveis para o pacto nacional
em torno do Plano de Aceleração do Crescimento. Até José Serra(PSDB),
do bloco da oposição, fez questão de conversar isoladamente
com o presidente Lula e, mesmo cauteloso, exaltou o resultado
do encontro: “Foi uma reunião longa e produtiva. Foi um bom
diálogo. Agora é preciso que haja passos concretos”. Já o governador
de Minas, Aécio Neves(PSDB), foi mais expansivo: “Vi um Presidente
querendo entrar para a História. Ele percebeu que estava diante
de homens públicos e não adversários. Agora o Presidente, de
compromisso com a História, saberá iniciar o pacto federativo |
no Brasil”. Escolhido porta-voz dos colegas, o governador do
DF, Roberto Arruda(PFL), expressou: “Na média, os governadores
tiveram parte de suas reivindicações atendidas”. Diante dos
governadores satisfeitos, o presidente Lula marcou, então, nova
reunião para junho próximo quando o tema será a Educação. E
pediu a todos para não criarem muita expectativa de grandes
decisões, usando mais uma analogia futebolística: “Nem vo-cês
vão levar tudo o que querem, nem o Governo Federal vai ser tão
fechado quanto pretende. O povo vai ficar esperando um gol de
placa. Se só fizermos um gol de canela, vai parecer que não
marcamos gol nenhum”. Depois, o sucesso do encontro de Lula
e os 27 governadores acabou em animado almoço com bode assado. |
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Surpreendidos,
todos os governadores saíram do encontro realizado na Granja do Torto fazendo
altos elogios ao presidente Lula, que agora parece mais comprometido em
entrar na História. |