| Surpreendido
com as dívidas herdadas de quase R$ 400 milhões, o governador Roberto Arruda
adotou diversas ações de impacto junto à população nos 40 dias de Governo. |
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GDF SOB ECONOMIA DE GUERRA |
| Surpreendido
pelo rombo de R$ 400 milhões nos cofres do GDF, do qual somente
tomou conhecimento depois de empossado em 1º de janeiro, o governador
Roberto Arruda(foto) teve que, forçosamente, alterar seu plano
de ação para os primeiros 100 dias. Mas, ao invés de ficar assustado
na defensiva diante da crise inesperada, foi para o ataque agresssivamente.
Assim, em 40 dias de administração, enfrentou todos os problemas
da falta de dinheiro em caixa com determinação, dando exemplo
ao Brasil. “Estamos sob uma economia de guerra, mas esperamos
que em 60 dias já estejamos em condições de iniciarmos, efetivamente,
o nosso plano de governo”. |
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Mesmo com todas as dificuldades pro-vocadas pelo rombo financeiro
encontrado no GDF, o Governo Arruda já tem uma marca forte registrada
que é a capacidade de gerenciamento e de trabalho. Está promovendo
um choque geral de gestão, através de um elenco variado de medidas
de impacto junto à administração e à população do DF: transferiu
a sede do Governo para o Centro Administrativo provisório em
Taguatinga, no antigo quartel da Polícia Militar; extinguiu
16 das 32 Secretarias; reduziu quase a zero a burocracia na
máquina estatal colocando os Secretários para despachar numa
sala coletiva apenas com divisórias entre um gabinete e outro;
exonerou 17 mil funcionários; bloqueou quase três mil cargos
comissionados; demitiu 8.523 servidores terceirizados |
pelo Instituo Candango de Solidariedade que está sendo extinto
por desqualificação; entregou imóveis alugados; devolveu 600
carros alugados; e tendo em vista a grave crise financeira contingenciou
100% dos recursos para investimentos e determinou corte de 30%
nos gastos com despesas correntes. Além disso, o Governo Arruda,
nesses primeiros 40 dias, trabalhou duro e exaustivamente em
diversas outras frentes: derrubou e acabou duas invasões, uma
no Parque da Vaquejada, em Ceilândia, onde viviam 174 famílias,
e outra no Setor de Inflamáveis, ocupada por 200 famílias; realizou
a primeira implosão da Capital Federal, pondo abaixo o esqueleto
de antigo hotel no Lago Paranoá, abrindo uma lista de outras
seis demolições de prédios irregulares; embargou a |
construção de 35 prédios em Vicente Pires; adotou medidas emergenciais
na Educação, como mutirão de limpeza nas 626 escolas públicas
do DF, reformas em 307 escolas danificadas e a contratação de
1,2 mil professores; inaugurou os três primeiros postos de saúde
24 horas em Recanto das Emas, São Sebastião e Núcleo Bandeirantes,
uma de suas principais promessas de campanha; intensificou o
combate ao transporte pirata e alternativo aprendendo 1.204
vans operando em situação irregular; determinou o retorno aos
órgãos de origem de três mil policiais militares que estavam
cedidos à administração do GDF; e começou obras de reforma para
instalação dos primeiros 20 dos 300 postos policiais prometidos
em campanha. Depois de 40 dias no comando do GDF onde o |
choque de gestão já mudou quase tudo no ritmo e na forma de
administração e passado o susto causado pelo tamanho do rombo
financeiro deixado pelo governo anterior, sem ter chegado ao
conhecimento da equipe de transição, o governador Roberto Arruda,
em declaração ao jornal Fatorama, faz esta avaliação: “O choque
inicial foi grande diante de R$ 375 milhões de dívidas herdadas
juntamente com salários e pagamentos atrasados. Mas não nos
desvirtuamos de nosso propósito que é gastar menos com a máquina
pública e investir mais no bem estar da população. Foi um período
duro, de adequação a uma realidade que não conhecíamos, mas
com dois recados claros: queremos mudar a cultura política e
não vamos tolerar transgressões à ordem legal”. |
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Arruda
diz que foi grande o choque que teve ao saber do rombo financeiro somente
depois da posse, mas procuraou se adequar à realidade adotando as medidas
emergenciais necessárias. |