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FATORAMA
Jornal das Vozes Livres de Brasília
HOME   Brasília - DF 11/02/2007
CONGRESSO TRABALHA PARA RECUPERAR SUA IMAGEM. AS PRIMEIRAS MEDIDAS PRÁTICAS JÁ SURGIRAM. A CÂMARA CORTOU MAIS DE 1 MIL CARGOS DE INDICAÇÃO POLÍTICA. UMA ECONOMIA ANUAL DE R$ 40 MILHÕES, BEM SIGNIFICATIVA. E O SENADO INDICOU POR ESMAGADORA MAIORIA (73 A 0) UM SERVIDOR VETERANO, O SECRETÁRIO-GERAL DA MESA, PARA MINISTRO DO TCU. EM VAGA QUE ERA DO PMDB.

O painel que a ONU promoveu em Paris sobre o aquecimento global não deixa mais dúvidas: o homem legará às futuras gerações um planeta doente e com convulsões (furacões, enchentes, secas, desertificação) crescentes. Triste futuro.

Câmbio expõe fragilidade

O grande afluxo de dólares para o País virou um problema. A baixa cotação do dólar frente ao real preocupa. Pura ilusão. Problema mesmo é o desarranjo estrutural da economia brasileira. E as dificuldades dos governos em encará-lo de frente. O custo Brasil, uma legislação trabalhista desatualizada por quase 80 anos, os gastos públicos acima de nossas possibilidades e juros de agiota para financiar nossa produção. Eis a raiz do problema.

GAZETILHA

As primeiras escaramuças políticas de 2007 apontam para um ano de muita emoção. Nos três Poderes da República e junto à sociedade. Com conseqüências sobre um futuro nebuloso.

Na Câmara dos Deputados cresce movimento de petistas que sonham aprofundar mecanismos de democracia direta, via convocação de plebiscitos pelo presidente da República.

Legislativo e Judiciário terçam armas em torno dos salários de magistrados, deputados e senadores. A polêmica cresce de tom e daqui a pouco ninguém mais terá razão.
Intelectuais como Leôncio Martins Rodrigues e líderes da oposição especulam sobre intenções de mudanças nas regras do jogo eleitoral, para permitir um terceiro mandato de Lula.
O presidente Lula vem repetindo que não tem pressa para realizar a reforma ministerial ou encarar problemas que ameaçam o crescimento do País, proclamando que já está eleito. Os ventos populistas que sopram na América do Sul causam calafrios em parcela crescente da sociedade brasileira. Em especial nas gerações calejadas por aventuras de triste passado.
Crescem os riscos do PAC empacar
O PAC corre sérios riscos de avançar devagar. Para além dos números de apelo publicitário – R$ 500 bilhões a investir em quatro anos – o fato é que não será fácil aprovar todas as medidas provisórias e o resto do arsenal legislativo que darão vida à menina dos olhos do segundo Governo Lula. Colocar essa locomotiva estatal nos trilhos e fazê-la andar, sintonizada com o setor privado, igualmente não será fácil. Muitos temem que o PAC vire outro “Fome Zero”.










EXCLUSIVO
Cresce a tensão no Congresso diante dos constantes adiamentos na reforma ministerial prometida pelo presidente Lula para consolidar a coalizão partidária com que pretende dar sustentação parlamentar a seu segundo governo. Os recados já são enviados ao Planalto. E se não forem bem entendidos, algumas votações de interesse do Executivo poderão ter resultado adverso.


 

Walter Gomes Tão Gomes Charlotte Magno Martins JB Serra e Gurgel Guillermo Piernes Renato Riella
Jota Alcides Tribuna Aldo Paes Barreto Sérgio Oliveira Luiz Roberto Marinho Kleber Sampaio Aldemar Paiva