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| Jornal de opinião da Capital brasileira | |
| HOME Brasília - DF 10/08/2008 |
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CICATRIZES
DO PASSADO
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foram as forças da direita as grandes vitoriosas com a ordem política militar, dando fim à ascensão de diversas demandas populares que marcaram o início da década de 1960, integrando a economia do País ao capital estrangeiro, eliminando fisicamente boa parte do comunismo brasileiro e promovendo uma concentração de renda que só o ambiente de repressão poderia assegurar, a esquerda obteve ganhos no campo ideológico ao conseguir, em grande parte, que sua retratação do regime militar como brutal e injustificável política e economicamente prevalecesse. A reação às opções que se aprofundaram com a ditadura reverberou, em maior ou menor medida, |
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relativas a sanções criminais a torturadores dos anos de chumbo, e a quase imediata reação de oficiais militares o acusando de “revanchismo” e prometendo retaliação. Uma das principais teses dos militares e de forças que os apoiaram é a de que a memória daqueles episódios contribui ape-nas para gerar instabilidade política e que tudo deveria ser esquecido tendo em vista a efetividade da anistia. A intensidade do conflito, contudo, nos lembra que o passado pode estar tudo, menos enterrado. A ferida, se não ainda aberta, está longe de cicatrizar. Cronologicamente, a ditadura militar brasileira foi uma das primeiras da América Latina. Enquanto vizinhos como | Chile e Argentina ainda viviam alguns de seus mais sanguinolentos anos de comando militar, o Brasil ensaiava aberturas políticas. Curiosamente, contudo, nossos vizinhos, ao optarem, sob vigorosa pressão social, lidar com o passado ao invés de esquecê-lo, hoje vivem cenários muito mais bem resolvidos no que diz respeito a esse episódio de suas histórias recentes. Fosse no Brasil, levar figuras como Augusto Pinochet ao tribunal, como fez o Chile, também seria taxado de “revanchismo”. Fosse o passado, realmente, desconexo da política presente, e, portanto, irrelevante para ela, nada haveria de se temer da Justiça. Con-tradição é gritante. Tam-bém o é nosso passado. |
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PRISÕES - Enquanto autoridades da China comunista se esforçam para mostrar ao mundo poder e grandeza, durante as Olimpíadas, a polícia de Pequim está sendo cruel com estudantes e ativistas que fazem manifestações em favor da independência do Tibet. É grande o número de prisões, todos os dias. |
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Bush
na China
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Utopia de Jintao
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Lula
em Pequim
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| Mais de 100 chefes de Estado, entre eles o presidente dos EUA, George Bush, chegaram a Pequim para as Olimpíadas. Governo chinês teme pronunciamentos de Bush em favor da autonomia do Tibet. |
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Maior
preocupação do presidente da China, Hu Jintao, nesses dias de Olimpíadas
em Pequim, não são exatamente as medalhas de ouro que seu país comunista
pode conquistar, mas a blindagem política diante de 20 mil jornalistas
de todo o mundo que estão cobrindo os jogos. Como Leonid Brejnev nas Olimpíadas
de Moscou, em 1980, Jintao faz tudo, inclusive limitando o acesso à Internet,
para ter o controle total das multidões que ocupam Pequim e do espetáculo.
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Em Pequim, dando apoio à delegação brasileira, Lula vai aproveitar a presença de líderes estrangeiros para tentar reiniciar negociações sobre a rodada comercial de Doha, que tem causado frustrações. |
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