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FATORAMA
Jornal de opinião da Capital brasileira
HOME   Brasília - DF 10/08/2008

M EFEITO CLÁSSICO PARA QUEM ESTÁ NO PODER VAI TRAZER SURPRESAS ESTE ANO. O PT CONTAVA CRESCER MUITO NA GEOGRAFIA MUNICIPAL, BENEFICIADO POR TODA UMA ESTRUTURA DE PODER QUE COMEÇA NO PRESIDENTE DA REPÚBLICA. E O PARTIDO VAI CRESCER, DE FATO. SÓ QUE EM MUNICÍPIOS MENORES. NOS GRANDES CENTROS O DESEMPENHO PETISTA TENDE A SER FRUSTRANTE.

Para uma cidade com menos de 50 anos e a responsabilidade de ser a Capital da República, Brasília necessita urgentes soluções para crises como segurança, trânsito e saúde pública. O fato de serem problemas nacionais não serve de consolo.

Sinalização de dose amarga

Com tendência de queda nas pressões de preços de commodities como petróleo, alimentos e minérios, a nível mundial, a receita brasileira para conter a escalada da inflação já sinaliza resultados, apoiada em aumentos de juros que vão desacelerar a atividade econômica, especialmente em 2009. O consumo resiste, turbinado por prazos a perder de vista. Mas cresce o temor do futuro estouro de uma bolha cabocla.

GAZETILHA

Para além da overdose esportiva que os Jogos de Pequim despejam na mídia mundial, 2008 caminha para estabelecer importante divisor de águas em campo vital para o futuro.

Nos Estados Unidos e pelo mundo civilizado, esse modelo simboliza o predomínio da violência sem regras moral e politicamente submetidas a controles no Legislativo e no Judiciário.

Trata-se, literalmente, da vida civilizada dos seres humanos. Seja pelo confronto entre o Irã e várias potências mundiais. Seja pelas mudanças a partir das eleições americanas.
Não é possível esquecer a invocação das armas químicas que Saddam teria, como justificativa para a invasão do Iraque. Não há como não se preocupar com uma ação armada contra o Irã.
Se o candidato Barack Obama levar o Partido Democrata de volta à Casa Branca, quanto tempo levará para que a chaga da prisão apátrida de Guantánamo seja extirpada? A crescente globalização econômica e política do planeta não autoriza as pessoas a dar de ombros diante de realidades tão ameaçadoras. Fatalmente afetarão a vida de todos.
Reformas em 2009, a nova velha promessa
O Governo Lula começa a articular sua base de sustentação parlamentar para dominar a cena política em 2009, com o debate de reformas importantes para o País e antigas promessas nunca cumpridas. De um lado, a reforma tributária. De outro, a política. Se essas mudanças serão aprovadas é algo que ninguém pode garantir, de forma séria. Mas a proposição dessa agenda tem o objetivo de assegurar a iniciativa política, no início do jogo da sucessão presidencial.
EXCLUSIVO
O Congresso, afinal, não vai parar durante a campanha eleitoral. Para desgosto de alguns no Senado e muitos na Câmara, os presidentes das duas Casas legislativas pressionam no sentido de que os parlamentares trabalhem pelo menos três semanas, em agosto, e no mínimo duas em setembro. Principalmente, para não afetar ainda mais a imagem da instituição.


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