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FATORAMA
Jornal das Vozes Livres de Brasília
HOME   Brasília - DF 10/06/2007

O PMDB NÃO TEM SIDO CAPAZ DE ELABORAR DISCURSO NOVO NEM DE PRODUZIR LIDERANÇA NACIONAL, DEPOIS DA MORTE DE ULYSSES GUIMARÃES. ANDA AGORA À MODA DOS CARANGUEJOS. ANTES DO VEXAME DE SER COADJUVANTE DO PT, FOI FIGURANTE DO PSDB. DIVIDIDO EM FACÇÕES REGIONAIS, SEUS COMANDOS, AMBICIOSOS E INTRIGANTES, PRATICAM A AUTOFAGIA.

José Sarney começou a contar sua vida a Regina Echeverria. Na primeira sessão, foram três horas de depoimento. A escritora vai escrever a biografia do ex-presidente da República.

SÓ VALE O PODER
Fingem o presidente Lula da Silva e seus novos “amigos de infância” que há entre eles afinidade ideológica, comunhão de interesses sociais e vontade de mudar as estruturas políticas do país. Em verdade, a composição congressual chapa-branca é movida por combustível extraído do fisiologismo, caldo de cultura da República Federativa de interesses subalternos, ontem e hoje.

Maria Osmarina Marina da Silva e Lima (PT-AC) é personagem muito interessante. Como ministra do Meio Ambiente, ela, 48 anos, licenciada em História pela Universidade Federal do Acre, continua fiel ao passado de “mulher da floresta”. É comovente o religioso respeito da petista ao ideário que a levou para a vida pública e a fez senadora duas vezes. Além do mais, é destemida na luta política e determinada na ação administrativa.
BASTIDORES
Sonho do PMDB: ter o governador tucano Aécio Neves (MG) em suas fileiras para lançá-lo candidato à sucessão do presidente Lula da Silva.
Dia 25, em Montevidéu, o Parlamento do Mercosul discute a crítica debochada do “sar-gentão” Hugo Chávez contra o Senado do Brasil.
O governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, surge como o nome do DEM para concorrer à Presidência da República, em 2010.
Quatro de julho, em Lisboa, reunião de cúpula União Européia e Brasil. Dia cinco, em Bruxelas, conferência sobre biocombustíveis. Lula vai.
WALTERÔMETRO
1 Ciro Gomes descrê do apoio do PT, caso seja candidato, outra vez, à Presidência da República. A precaução recomenda que o deputado desconfie também da solidariedade do PSB, seu partido. Se os partidos estão divididos sobre financiamento público de campanha e voto em lista fechada, como os deputados votarão a reforma política que depende de consenso? Difícil. Fernando Henrique queria a presidência nacional do PSDB. Não deu. Geraldo Alckmin interessou-se, mas desistiu. O senador Sérgio Guerra (PE) começou fraco, cresceu e deve ganhar. 4 Vai ser fatiada a reforma política, prevê o presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia. Fidelidade partidária, financiamento público de campanha e voto em lista para o Legislativo são prioridades.

CONFIDENCIAL - Assim caminha a equipe econômica do governo liderado pelo PT. Inspirado no chefe Lula da Silva, o ministro Guido Mantega solta, aqui e ali, uma lorota daquelas de arrepiar. Já o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, pratica o esporte de deturpar os números. Mistifica, quando diz que o dinheiro tem de continuar caro para evitar o estouro da inflação.


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