Pérolas
Do engenheiro Mário Alberto Pimentel sobre a morte do comerciante:
“O marido faleceu, mas a viúva continua com o negócio aberto”
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Último Sorriso
A capelinha do Cemitério de Santo
Amaro imersa em respeitável recolhimento, na capital pernambucana,
guardava o corpo do popular Crispim das Quengas de Olinda
e Recife. O velório seguia comovidamente quando irrompeu
em cena a figura profana do Tonico Rabofino. Queria porque
queria dizer uma lôa em louvor ao ilustre e desditoso
defunto. O Padre foi contra, mas Tonico foi em frente
e enfIou a cabeça no caixão pelas imediações da tampa
e do busto do finado. Ao abrir da boca perdeu o equilíbrio
e sua dentadura. Tentaram em vão fechar o esquife enquanto
Tonico enfiava a cara entre as flores buscando a “perereca”.
Gritava feito um louco ao ouvido do morto: - Vai, Crispim.
Vai em paz levando com você o meu último sorriso!
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Pernambuco,
você é meu!
Alguém
vaticinou nosso Jornal do Commércio que o legado do paisagista Burle
Marx está em processo de desgaste no Recife. Como assim se a memória
dele - viva e preservada lá fora - deveria ter o seu ponto de partida
justamente na capital pernambucana, onde iniciou sua carreira em
1934? Sua mãe Cecília Burle era pernambucana da gema, igualzinha
a Gilberto Freyre, Capiba, Antonio Maria e Chacrinha.
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