GAZETILHA
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Na cultura
oriental a tese está consagrada: toda crise é sinônimo de
oportunidade. Não é à toa que o sinal que designa ambas as
situações (crise e oportunidade) é o mesmo.
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Em uma
sociedade que tradicionalmente promove alta taxa de renovação
de mandatos, é altamente provável que a troca de senadores
e deputados, em 2010, alcance nível recorde.
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Até parlamentares veteranos não tem lembrança de uma conjuntura
tão adversa para o poder Legislativo, quanto a crise atual.
Isso, naturalmente, excetuados os períodos da ditadura. |
Mas, o que fazer, enquanto as eleições não chegam? Muita coisa,
exceto fazer nada. Deixar como está certamente é a pior opção.
A insatisfação já alcança a representação política.
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A mídia
fustiga Senado e Câmara, com denúncias e cobranças de maior
transparência e austeridade no uso de recursos públicos. Os
parlamentares reagem de formas distintas. |
Uma profunda reforma política surge como inadiável missão do
Congresso que tomará posse em 2011. Até lá, são necessárias
ações para reconciliação do Congresso com a sociedade. |
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Recessão
é fato, não tese. E daí?
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O presidente Lula resiste a encarar a realidade. O ministro da Fazenda
faz enorme ginástica verbal para vender otimismo. Mas o fato é que,
tecnicamente, a economia brasileira viveu uma recessão, medida pela
contração do PIB nos últimos meses. Uma recessão mais leve que a
da maioria dos países do Primeiro Mundo. Mas uma contração. A evolução
do PIB este ano será mínima ou negativa. E muita gente acha que
o realismo é mais mobilizador que o ilusionismo.
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EXCLUSIVO
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Há enorme ceticismo no Congresso, tanto por parte de parlamentares
quanto de jornalistas e analistas, sobre a viabilidade da relançada
proposta de aprovar uma reforma política. Voto em lista e financiamento
público de campanha, mas sem a adoção do sistema de voto distrital
e a cláusula de barreira, parece casuísmo. Afora o efeito diversionista,
frente à onda de críticas ao Legislativo.
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