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FATORAMA
Jornal de opinião da Capital brasileira
HOME   Brasília - DF 10/05/2009

RETORNO DA TESE DO TERCEIRO MANDATO DE LULA, A PRETEXTO DE QUE A DOENÇA DA MINISTRA DILMA PODE RETIRÁ-LA DA CORRIDA SUCESSÓRIA, TAMBÉM PARECE OUTRA VERSÃO DESTINADA A OCUPAR A MÍDIA, EM MEIO A TANTAS CRÍTICAS AO CONGRESSO. NÃO HÁ VIABILIDADE LEGISLA-TIVA NA PROPOSTA. SE PASSASSE PELA CÂMARA, PROVAVELMENTE, NÃO VINGARIA NO SENADO.

A Câmara Distrital do DF está devendo medidas concretas e urgentes na direção da transparência e economia de recursos públicos que mídia e sociedade cobram do Congresso Nacional. Os legislativos estaduais também não estão bem na foto.

Mundo fica mais pobre

Os dados e evidências se multiplicam. Da Europa aos EUA, passando pela Ásia, as notícias são de aumento dos problemas econômicos e redução dos níveis de bem estar de amplas camadas da população. A pobreza cresce, tangida pelo aumento do desemprego e queda na renda. Até na China, em que pese seu esforço para firmar-se como nova locomotiva do mundo. Agora, o salto do planeta é para trás. Infelizmente!

GAZETILHA

Na cultura oriental a tese está consagrada: toda crise é sinônimo de oportunidade. Não é à toa que o sinal que designa ambas as situações (crise e oportunidade) é o mesmo.

Em uma sociedade que tradicionalmente promove alta taxa de renovação de mandatos, é altamente provável que a troca de senadores e deputados, em 2010, alcance nível recorde.

Até parlamentares veteranos não tem lembrança de uma conjuntura tão adversa para o poder Legislativo, quanto a crise atual. Isso, naturalmente, excetuados os períodos da ditadura.
Mas, o que fazer, enquanto as eleições não chegam? Muita coisa, exceto fazer nada. Deixar como está certamente é a pior opção. A insatisfação já alcança a representação política.
A mídia fustiga Senado e Câmara, com denúncias e cobranças de maior transparência e austeridade no uso de recursos públicos. Os parlamentares reagem de formas distintas. Uma profunda reforma política surge como inadiável missão do Congresso que tomará posse em 2011. Até lá, são necessárias ações para reconciliação do Congresso com a sociedade.
Recessão é fato, não tese. E daí?
O presidente Lula resiste a encarar a realidade. O ministro da Fazenda faz enorme ginástica verbal para vender otimismo. Mas o fato é que, tecnicamente, a economia brasileira viveu uma recessão, medida pela contração do PIB nos últimos meses. Uma recessão mais leve que a da maioria dos países do Primeiro Mundo. Mas uma contração. A evolução do PIB este ano será mínima ou negativa. E muita gente acha que o realismo é mais mobilizador que o ilusionismo.

EXCLUSIVO
Há enorme ceticismo no Congresso, tanto por parte de parlamentares quanto de jornalistas e analistas, sobre a viabilidade da relançada proposta de aprovar uma reforma política. Voto em lista e financiamento público de campanha, mas sem a adoção do sistema de voto distrital e a cláusula de barreira, parece casuísmo. Afora o efeito diversionista, frente à onda de críticas ao Legislativo.


Expediente Musa Charlotte Magno Martins JB Serra e Gurgel Raphael Bruno Renato Riella
Jota Alcides Tribuna Aldo Paes Barreto Sérgio Oliveira Luiz Roberto Marinho Kleber Sampaio Aldemar Paiva