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FATORAMA
Jornal de opinião da Capital brasileira
HOME   Brasília - DF 09/11/2008

ROCLAMADO O RESULTADO DAS URNAS, O PMDB APARECE NO NOVO CENÁRIO POLÍTICO BRASILEIRO COMO A “NOIVA” MAIS CORTEJADA. TANTO PELA SITUAÇÃO, LEIA-SE MAIS LULA QUE O PT, QUANTO PELA OPOSIÇÃO. E QUEM CONHECE A ALMA DO PARTIDO TEM ABSOLUTA CONVICÇÃO DE QUE HÁ CHANCES DE ALIANÇA. O PMDB FOI GOVERNO COM FHC, CONTINUA GOVERNO COM LULA E, TUDO INDICA, ESTARÁ TAMBÉM NO PRÓXIMO.

A vitória de Obama, novo presidente dos EUA corre o mundo. Definitivamente, a esperança venceu o medo. Não será fácil, diante da crise econômica, mas se alguém teria chance de reconciliar os americanos, entre si e com o mundo, é ele.

Concentração vira antídoto

Não são poucos, no País e pelo mundo, os que apontam os movimentos de concentração de mercados como vacina contra a crise econômica e a débâcle de grandes corporações. As compras e fusões começaram no sistema financeiro dos EUA e da Europa, como alternativa a quebras ruidosas e absolutamente desestabilizadoras de todas as economias. O anúncio da fusão entre o Itaú e o Unibanco inseriu o Brasil nesse movimento.

GAZETILHA

Os estudiosos dos grandes movimentos de massa já consagraram conceitos onde as pessoas muitas vezes idealizam o paraíso, diante das promessas de um bom comunicador.

Mas Obama poderá começar pela reconciliação da sociedade americana, virando a página do preconceito e oxigenando o poder com o verbo, ao invés da verba ou do porrete.

É o que está acontecendo com a eleição de Barack Obama para 44º presidente dos EUA. A auto-estima da sociedade americana estava visivelmente em baixa, abalada pela forte crise.
O poder de sinergia presente na ação do Presidente da nação mais poderosa do mundo impacta e interessa a todos. Com ele, o Brasil certamente deve aspirar novos avanços.
Em quatro anos, o novo Presidente não terá como resolver problemas profundos, gestados por muitos anos de miopia política, intolerância social e irresponsabilidade econômica. Mas é importante não esquecer que as mudanças, pregadas e prometidas pelo primeiro presidente negro dos EUA, não ocorrerão da noite para o dia. Serão precisos tempo, diálogo e ação.
Ufanismo diante da crise desgasta Lula
A grave crise financeira que varre o mundo e já dá sinais concretos de que afetará a economia real, via recessão ou desaceleração das atividades, está na base do mais novo stress do Presidente Lula com a imprensa. Ele se queixa de que os jornais ficam torcendo pelo pior. Mas esquece que a postura ufanista em nada ajuda a resolver problemas reais que estão à vista de todos. Pior. A opinião pública fica cismada quando vê o presidente pintando tudo cor de rosa.

EXCLUSIVO
Crescem as apostas, no meio político, de que o presidente Lula fará uma nova e penúltima reforma ministerial, no início de 2009. Para tentar ajudar nas negociações em torno da renovação das mesas do Senado e da Câmara.E para ajeitar as peças no governo em linha com o tabuleiro sucessório de 2010.


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