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final ainda vai demorar. Mais dois ou três anos ou mais. Entretanto,
até lá, os 40 corruptos da quadrilha do Mensalão, chefiada pelo
ex-ministro todo-poderoso do Governo Lula e ex-presidente do
PT, José Dirceu, coadjuvado por outros três dirigentes petistas,
José Genoino, Delúbio Soares e Sílvio Pereira, já estarão padecendo,
com sua almas apenadas pagando pelos delitos que cometeram.
Qualquer que seja a sentença final do Supremo – e a sociedade
brasileira espera que seja condenatória - eles já estão antecipadamente
julgados e condenados, moralmente, pela opinião pública. O juízo
final deverá ser o sinal eloqüente de que, enfim, a impunidade
no Brasil está chegando ao fim. Coube ao Supremo Tribunal Federal,
sob a presidência firme e serena da ministra Ellen Gracie, a
primeira mulher a dirigir a Corte Suprema brasileira, proporcionar
esse momento histórico para |
felicidade
geral do povo brasileiro, já completamente descrente nas instituições,
diante de um Governo corrupto, um Congresso desmoralizado e
um Judiciário decadente, cada vez mais vulnerável às práticas
execráveis da corrupção. Coube aos nove dos dez ministros do
Supremo, em suas louváveis posturas de magistrados, fiéis seguidores
do ensinamento de Platão, um julgamento conforme as leis e não
um julgamento de favores encomendados. Ao Supremo, entretanto,
essa marca histórica para a Justiça brasileira só foi possível
graças ao destemor, à honradez, à correção e à honestidade jurídica,
intelectual e política de dois homens públicos: o procurador-geral
da República, Antonio Fernando de Souza, e o ministro-relator
Joaquim Barbosa. Ambos nomeados pelo presidente Lula da Silva,
poderiam muito bem – ou muito mal – ter encontrado fórmulas
e jeitos para agradar ao governante de plantão, |

Delúbio
Soares
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Sílvio
Pereira
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conclusões, baseadas em depoimentos, documentos, perícias
e provas, convenceram o plenário do Supremo de que,
realmente, o Mensalão existiu e foi executado por uma
“sofisticada organização criminosa”. Com isso, honraram
o Judiciário
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apenas exercitando práticas condenáveis, ilegais ou imorais,
que se tornaram comuns entre autoridades da República
nos últimos anos. Mais ainda no Governo do PT, que tem
se pautado pelo cinismo para não esclarecer ao povo o
que o povo tem o direito de saber em relação às numerosas
e acumuladas falcatruas petistas, desde o caso Waldomiro
Diniz, assessor do Planalto que andou cobrando propinas
de um bicheiro. Procurador, autor das denúncias contra
os 40 integrantes da organização criminosa que agiu no
primeiro Governo Lula, e ministro, relator do processo
para decisão do Supremo, |
agiram como devem agir magistrados e homens públicos
decentes. De nada adiantaram pressões, ilações, especulações,
previsões e interpretações quanto ao comportamento dos
dois. Em todas as fases do processo, desde a denúncia
apresentada em março de 2006 até a transformação dos
acusados em réus, Antonio Fernando de Souza e Joaquim
Barbosa foram impessoais, objetivos, precisos, cuidadosos,
destemidos e determinados, aprofundando investigações
e buscando encontrar o caminho do dinheiro corrupto.
Suas
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brasileiro e deram um passo gigantesco para o resgate
de sua credibilidade diante de uma Nação atordoada com
instituições moralmente arruinadas. Agora, o Ministério
Público vai reforçar as provas junto ao Supremo. Antes
mesmo, porém, que chegue o juízo final para condenar à
prisão os 40 da quadrilha de Dirceu, Genoíno, Delúbio
e Silvio, os brasileiros já se sentem confortados com
a destinação deles ao banco dos réus. Depois da frustração
imposta pelo Congresso, que absolveu a maioria desses
corruptos, agora sentem-se de almas lavadas. Mas esperam
que, ao final, todos sejam condenados. |
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