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FATORAMA
Jornal das Vozes Livres de Brasília
HOME   Brasília - DF 09/09/2007

ELO TOM DA MINISTRA ELLEN GRACIE, QUE PRESIDE O STF, COMEÇOU A CONTAGEM REGRESSIVA PARA QUE O SUPREMO CONDENE FIGURÕES, EM PARTICULAR POLÍTICOS. EM DOIS OU TRÊS ANOS O SUPREMO PRETENDE CONCLUIR O HISTÓRICO JULGAMENTO DA TURMA DO MENSALÃO. E SEM DIREITO A RECURSO. ISSO DEVE INFLUIR NO ANIMUS DELINQUENDI DE MUITOS PRÉ-CONDENADOS..

Futuro do presidente do Senado, Renan Calheiros, será definido nesta semana, em plenário, com votação secreta do pedido de cassação do seu mandato feito pelo Conselho de Ética, por quebra de decoro parlamentar. Confiante, ele acredita que será absolvido.

Alimentação pressiona IGP

A inflação ameaça a estabilidade duramente conseguida nos últimos anos. O último IGP bateu quase 1% mensal e acendeu luzes de alerta na área econômica do Governo. O anterior não havia atingido 0,30%. Os alimentos são os grandes vilões, enquanto reduções nos preços da energia elétrica e combustíveis ajudaram a segurar um estouro ainda maior. O consumo cresceu, a produção não acompanhou e nem a importação resolveu.

GAZETILHA

O Governo Federal anuncia para o final deste setembro a apresentação de uma nova proposta de reforma tributária. Se possível articulada com os governadores estaduais.

As pregações também incluíram reformas importantes como as previ-dênciária, sindical e trabalhista. Em termos práticos, nada andou. Objetivamente, o cidadão vem sendo frustrado.

Na última década, ou seja, no segundo Governo FHC e no primeiro mandato e início deste segundo de Lula , o que o brasileiro mais ouviu foram pregações em favor de urgentes reformas.
Em função da inserção do País em uma surpreendentemente duradoura janela mundial de prosperidade, os efeitos negativos de não termos feito o dever de casa ficam mascarados.
Reformas como a tributária, que reduza a carga sobre as pessoas e empresas, mantendo receitas pela ampliação do universo de contribuintes. E a política, buscando sua moralização. Resta indagar: até quando? Se o mundo reduzir o ritmo de expansão, o cobertor curto provocará stress e o velho jogo de empurrar culpas. Mas a conta ficará para os menos favorecidos.
Taxas de juros podem ter freio de arrumação
Cresce a aposta do mercado numa interrupção temporária, pelo Copom, da política de redução gradual da taxa básica de juros. A próxima reunião poderá sinalizar um freio de arrumação. As causas seriam variadas: crise financeira no Primeiro Mundo, solavancos nas bolsas do planeta, repique inflacionário por aqui e perspectiva de expansão do PIB em torno de 4,5% este ano. Queda da Selic essa semana foi de apenas 0,25 ponto percentual passando para 11,25 % ao ano.
EXCLUSIVO
Ainda é cedo para que se possa avaliar o alcance real da decisão do Supremo, transformando em réus os 40 denunciados no caso do Mensalão. Em termos políticos, o impacto já é visível. Na imagem do Judiciário junto à opinião pública, os reflexos positivos igualmente são evidentes. Acelerar a tomada de depoimentos pode produzir resultados em pouco tempo.


Tão Gomes Musa Charlotte Magno Martins JB Serra e Gurgel Guillermo Piernes Renato Riella
Jota Alcides Tribuna Aldo Paes Barreto Sérgio Oliveira Luiz Roberto Marinho Kleber Sampaio Aldemar Paiva