| Lula
está alinhado com os presidentes da Venezuela e do Equador na crise provocada
pelos terroristas das Farc e favorecendo o isolamento da Colômbia que recebe
o apoio dos EUA. |
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SOLIDARIEDADE OCULTA AO TERROR |
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“Somente
com muita paz e tranqüilidade a América do Sul pode se transformar
num continente altamente desenvolvido”. Correto nesta afirmação,
durante essa semana, ao tentar uma solução diplomática junto
à OEA-Organização dos Estados Americanos para a crise entre
Colômbia, Venezuela e Equador por causa das Forças Armadas
Revolucionárias da Colômbia(Farc), o presidente Lula da Silva(foto),
no entanto, em nenhum momento de suas manifestações, condenou
o grupo terrorista que está gerando tensão no continente.
Pelo contrário, fez silêncio demonstrando oculta solidariedade
aos narcoguerrilheiros colombianos.
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Enquanto o presidente George Bush anuncia o apoio integral dos
Estados Unidos à Colômbia em sua luta para liquidar os terroristas
das Farc, que ameaçam a paz na América do Sul, com o apoio dos
presidentes da Venezuela, Hugo Chávez, do Equador, Rafael Correa,
e da Bolívia, Evo Morales, o presidente Lula envolve o Brasil
na crise alinhado aos três dirigentes sul-americanos. Pressionou
o presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, para um “mea culpa”
formal e consistente por ter violado o território do Equador
no ataque aso guerrilheiros. E ainda fez um ato de desagravo,
no Palácio do Planalto, ao receber o presidente equatoriano.
Com essa postura, o Governo Lula apenas reconhece, oficialmente,
o fato concreto de que a Colômbia cometeu uma violação ao direito
internacional, que ela própria admitiu |
no acordo com o Equador feito na OEA, reduzindo a temperatura
da crise. Mas, propositadamente, Lula tem desconsiderado a ação
da quadrilha colombiana de traficantes de cocaína, seqüestradores
e assassinos de inocentes, verdadeiros inimigos da democracia.
Mais do que isso, Lula está mais próximo aos defensores dos
terroristas, Chávez e Correa, que defendem o isolamento da Colômbia.
Realmente, é grave a questão da invasão do território equatoriano
por militares colombianos praticamente já resolvida por via
diplomática. Entretanto, mais grave é a presença dos terroristas
das Farc nos territórios do Equador e da Venezuela com a simpatia
e o apoio de seus governantes. Correa e Chávez têm afinidades
com os guerrilheiros. E Chavez poderá até ser levado ao Tribunal
Internacional, |
acusado de patrocinar genocídio, por ter ajudado os narcotraficantes
das Farc com US$ 300 milhões, conforme consta no computador
de Raúl Reyes, o vice-líder da organização criminosa, morto
durante o ataque do Exército colombiano em território equatoriano.
Em sua defesa, o Governo da Colômbia já justificou perante o
conselho da OEA que o ataque não foi gratuito nem imotivado,
mas em legítima defesa contra uma máfia de narcotraficantes
que não representa em nada os interesses do povo colombiano.
E que, para isso, baseou-se nas resoluções 1.368 e 1373, do
Conselho de Segurança da ONU, que condena países que apoiam
ou dão abrigo a grupos terroristas, como fez no caso o Equador.
Já o Governo equatoriano repeliu a agressão à soberania nacional,
mas nada fez contra a invasão do seu território pelos criminosos
das Farc. Diante disso, |
o Brasil procurou assumir, sensatamente, sua posição de líderança
na América do Sul, trabalhando pela intermediação da OEA em
solução negociada para evitar um conflito armado, nada interessante
ao continente, mas ainda precisa condenar, veementemente, o
terrorismo das Farc. Falta de manifestação do Governo Lula,
nesse sentido, significa muito mais do que apenas ausência de
isenção no conflito. Deixa prosperar a hipótese de que prefere
ficar em cima do muro porque as Farc fazem parte do Foro São
Paulo fundado por Lula para abrigar os movimentos de esquerda
latino-americanos, incluindo o MST. E oculta simpatia, solidariedade
e apoio aos 18 mil narco-guerrilheiros que são contra a democracia.
Lula têm que agir é como presidente do Brasil e não como fundador
desse foro que defende a luta armada para chegar ao poder. |
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Lula
tem trabalhado pela intermediação da OEA no conflito entre Venezuela, Equador
e Colômbia, mas tem evitado fazer qualquer condenação ao terrorismo dos
narcotraficantes das Farc. |