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Jornal das Vozes Livres de Brasília
HOME   Brasília - DF 09/03/2008

SÓ FALTA UM PROTAGONISTA
iante do acirramento da disputa entre os senadores Barack Obama e Hillary Clinton pela nomeação democrata à candidatura presidencial, diversas questões envolvendo o enfraquecimento do partido nas eleições gerais são colocadas. A continuidade do conflito intra-partidário estaria não somente causando rachas internos, mas fornecendo munição aos adversários republicanos. Contudo, um olhar mais atento e uma perspectiva histórica mais abrangente revelam que o partido está em fase final de acúmulo de forças e preparação para retomar a Casa Branca nas eleições desse ano. Após a vitória nas primárias de Ohio e Texas, na terça-feira, Clinton já sinalizou com a possibilidade de, num futuro próximo, ela e Obama entrarem em acordo sobre uma possível formação de chapa presidencial. Independentemente da viabilidade dessa negociação, tudo indica que os democratas não terão maiores dificuldades para reunir em torno de sua candidatura a esmagadora maioria das forças anti-bush, muito embora seu relacionamento com o governo republicano nos últimos anos se caracterize por uma intensa ambigüidade, para dizer o mínimo. Vale lembrar que George Bush somente conseguiu levar adiante sua aventura no





Iraque porque contou com o apoio dos democratas. Estes, mesmo quando se tornaram maioria no Congresso norte-americano, continuaram aprovando os recursos necessários para a continuidade da guerra, inclusive com o voto da senadora Clinton. Foram os democratas, também, que esvaziaram todo e

qualquer movimento de impeachment que começava a ganhar força após se tornar cristalino que Bush havia mentido sobre as chamadas armas de destruição em massa. Que cooptaram o movimento anti-guerra e o impuseram todo tipo de moderação. Que consentiram com duas eleições de Bush mesmo sob fortes indícios de fraudes eleitorais. E que o aplaudiram de pé no seu último discurso à União. Em tese, a combinação entre o forte repúdio da população norte-americana à administração republicana e a oposição titubeante dos democratas formariam os ingredientes necessários para o crescimento de uma alternativa política mais transformadora, incorporada na figura de Ralph Nader ou do Partido Verde. Mas este não parece ser o caso. Isso porque o centro político norte-americano foi profundamente deslocado para a direita desde o 11 de setembro e a consolidação da hegemonia de Bush. Nesse cenário, os democratas podem se apresentar, ainda que de maneira muitas vezes incoerente, como a única alternativa política competitiva. O prolongamento do debate interno, ou seja, sem abertura para uma crítica mais à esquerda, contribui para sedimentar essa entendimento. O roteiro para a reconquista da Casa Branca já está escrito. Falta escolher o protagonista.



CHINA - Governo Hu Jintao alertou os chineses para a necessidade de reformas porque são grandes os perigos de uma economia superaquecida: o crescimento econômico da China em 2007 foi de 11,4% e a inflação atingiu 4,8%, a maior em 11 anos. Um drama para o Partido Comunista Chinês.

Bush Ajuda McCain?
Chapa Hillary-Obama
Chávez Fica Isolado
Será que o apoio do presidente George Bush, em baixa popularidade, vai ajudar o senador republicano John McCain chegar à Casa Branca. Pode ser, financeiramente, mas em votos é improvável, muito difícil.

Faltam ainda eleições primárias em dez Estados, valendo 747 delegados. Próximo grande desafio será em Pensilvânia, dia 22 de abril. Mas a disputa entre os dois democratas, Hillary e Barack Obama, é tão acirrada que os dois já andam pensando em formação de chapa com o mesmo adjetivo: a primeira mulher e o primeiro negro rumo à Presidência. Eles já fizeram contas e chegaram à conclusão que nenhum dos dois alcançará os 2.025 delegados.
Com o acordo celebrado entre Colômbia e Equador, na reunião da OEA sobre a crise na América do Sul, o polêmico e falastrão presidente ditador da Venezuela, Hugo Chávez, ficou isolado e falando sozinho.


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