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FATORAMA
Jornal das Vozes Livres de Brasília
HOME   Brasília - DF 09/03/2008

CONGRESSO ENFRENTA DUAS SITUAÇÕES DELICADAS, NO CASO DO ORÇAMENTO E DAS MPs. O ATRASO NA VOTAÇÃO DEPÕE CONTRA O LEGISLATIVO. EM PARTICULAR QUANDO O IMPASSE ENVOLVE ANEXO QUE ABRIGA PRIVILÉGIOS EM EMENDAS PARA PEQUENO GRUPO. A LIBERDADE COM QUE O EXECUTIVO LEGISLA, POR OUTRO LADO, DEIXA O PARLAMENTO MENOR E AGREDIDO.

As eleições municipais estão aí e muita gente no DF pergunta que fim levou o plano que pretendia melhorar o Entorno, aplicando política de região metropolitana. Aliviaria a pressão sobre Brasília. Infelizmente, os avanços foram poucos.

Petróleo traz crise embutida

Não cabem ilusões. Quando o petróleo atinge recorde superior a US$ 105 o barril, em pleno fim do inverno no Hemisfério Norte, algo grave está a caminho. Pouco importa, no caso, se o dólar enfrenta movimentos de depreciação em escala mundial. As economias sustentadas pelos combustíveis fósseis já mostraram, em dois choques anteriores, que uma escalada no preço do petróleo tem grande poder de desestruturação.

GAZETILHA

Triste sina a da América do Sul e seus povos. Não bastasse uma dura herança colonial e elites que ainda não se mostram à altura dos desafios, eis agora uma escalada armamentista.

Já o presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, parece exagerar sua justa repulsa ao terrorismo das FARCs, de olho em mudança da Constituição para disputar um terceiro mandato.

O presidente Hugo Chávez cria factóides com inimigos externos, dentro da velha teoria conspiratória para distrair a sociedade venezuelana de seus problemas e carências internos.
Dentro desse quadro, os gastos com armamentos crescem na região. O Brasil, inclusive e com justa razão, ensaia uma discreta retomada da modernização de suas Forças Armadas.
Na mesma linha atuam lideranças como os presidentes da Bolívia e do Equador, ideologicamente identificados com uma pregação bolivariana sustentada pelos petrodólares. Para além das motivações de cada um desses protagonistas, surge a triste constatação de retrocesso na integração regional e aumento das carências que empobrecem milhões de pessoas.
Ilha de prosperidade enfrenta ameaças
O Brasil, até aqui, conseguiu ficar à margem dos problemas que ameaçam levar EUA, Japão e Europa a novo período recessivo. O BC europeu resolveu não mexer na sua taxa de juros e admite menor crescimento da região. A opção foi conter a ameaça inflacionária. Já o BC americano faz o contrário. Reduz juros e se conforma com a escalada de preços, para ativar a economia. Por aqui, BC segura os juros em 11,25 e volta a colocar nossa taxa real como a maior do mundo.
EXCLUSIVO
De maneira velada, não são poucos os personagens, no Planalto e no Congresso, que estão aproveitando o impasse em torno da votação do orçamento da União para 2008, para criticar o movimento que busca restringir a liberdade do presidente da República em legislar usando medidas provisórias. Os parlamentares tentarão votar a lei orçamentária na próxima quarta(12).


Tão Gomes Musa Charlotte Magno Martins JB Serra e Gurgel Raphael Bruno Renato Riella
Jota Alcides Tribuna Aldo Paes Barreto Sérgio Oliveira Luiz Roberto Marinho Kleber Sampaio Aldemar Paiva