Lula da Silva




Freqüentes e cada vez mais agressivos ataques do presidente Lula ao Tribunal de Contas da União e à imprensa brasileira fazem parte de uma estratégia de poder marcado por autoritarismo com aprovação popular.
MARCHA PARA A DITADURA POPULAR
Freqüentes e cada vez mais agressivos ataques do presidente Lula(foto) ao Tribunal de Contas da União, por ser rigoroso na fiscalização das malfeitorias do seu Governo, e à imprensa brasileira, por denucniar a corrupção na administração federal, não são atitudes isoladas ou circunstanciais. Fazem parte de uma estratégia de poder que usa mecanismos de alta aprovação popular para justificar um governo autocrático e autoritário mantendo certas aparências de democrático. Mas, pelo desprezo ao Congresso, ao Judiciário e à imprensa, três pilares da democracia, Lula está, na verdade, pretendendo se consolidar como ditador popular.

Com aprovação popular recorde, sustentada sobretudo pelo Bolsa Família, que compra os votos e as consciências de 50 milhões de brasileiros pobres e na miséria, e pelo bom desempenho da economia, resultado muito mais da capacidade produtiva do empresariado brasileiro, sufocado pela mais alta carga tributária do mundo, o presidente Lula está cada vez mais ousado no seu projeto de poder, que não é mais partidário, e inspirado no mais perigoso autoritarismo porque altamente personalista. Assim como tentou, no seu primeiro governo, controlar a imprensa com a frustrada tentativa de criar o Conselho Nacional de Jornalismo, reação ao papel investigativo e denunciante da imprensa no escândalo de corrupção do Mensa-lão, o maior da história da República, protagonizado por uma quadrilha, segundo o Ministério Púlico Federal, chefiada pelo seu então ministro da Casa Civil, José Dirceu, agora Lula quer criar uma câmara técnica para ficar livre da fiscalização do Tribunal de Contas da União, que tem denunciado numerosas irregularidades em obras do PAC-Programa de Aceleração do Crescimento, gerenciado por sua ministra-candidata à sucessão, Dilma Rousseff. Sobre a imprensa, Lula até andou nos últimos dias desenvolvendo uma teoria segundo a qual não é seu papel fiscalizar o Governo. Sobre o Tribunal de Contas, tem alegado conspiração de ministros contra o Governo determinando embargos injustificáveis de obras do PAC e causando prejuízos ao País. É onde aparece sua maior contradição, querendo anular a função do TCU que é exatamente fiscalizar os atos do Executivo quanto ao uso dos recursos públicos. Na verdade, sua idéia de criação de uma câmara técnica com autoridade superior ao TCU é para ter uma fiscalização controlada e manipulada pelo Governo. Enquanto essa câmera não sai aprovada pelo Congresso, para reduzir os efeitos da fiscalização do TCU colocou lá um ministro seu, José Múcio Monteiro, ex-Relações Institucio-nais. Está dando resultados. Em recente decisão, o plenário do órgão resolveu manter em andamento obra do metrô de Fortaleza, onde há indícios de superfaturamento em R$ 113 milhões, sem exigência de desconto do valor superfaturado nos próximos pagamentos. Quanto à sua sucessão, Lula tem desafiado o Supremo e STE fazendo campanha aberta pelo País com sua candidata, ministra Dilma Rousseff. Candidata que é uma imposição de Lula ao seu partido, o PT, porque, na verdade, ela representa o seu terceiro mandato. Não é alternância de poder, é a continuação do poder. Como era no tempo da ditadura militar: terminava o governo de um general, entrava outro. Agora, 24anos depois da redemocratização, o Brasil assiste o surgi-mento de um nefasto autoritarismo de esquerda seguindo o caminho de Hugo Chávez com sua revolução bolivariana na Venezuela e influência no continente. No caso de Lula, personalista e autocrático, muito perigoso para o Brasil porque está se configurando uma ditadura popular. Assim como fez Hitler com sua alta aprovação popular na Alemanha. E deu no que deu, uma das mais terríveis paginas da história mundial.
Com seu espírito personalista e autocrático, Lula está levando o Brasil para o perigoso caminho da ditadura popular, como fez Hitler na Alemanha protagonizando uma das mais terríveis páginas da historia mundial.

Expediente Musa Antônio Caraballo Magno Martins JB Serra e Gurgel Raphael Bruno Renato Riella
Jota Alcides Charlotte Aldo Paes Barreto Sérgio Oliveira Luiz Roberto Marinho Kleber Sampaio Aldemar Paiva