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FATORAMA
Jornal de opinião da Capital brasileira
HOME   Brasília - DF 18/10/2009

OS FAMINTOS DO MUNDO
Até o final deste 2009, mais de 1 bilhão de pessoas estarão passando fome em todo o mundo. Serão mais de 642 milhões de famintos na Ásia, mais de 265 milhões na África e mais de 71 milhões na América Latina e Caribe. Em relação a 2008, mais 57 milhões de pessoas vivendo o desespero da falta de comida. Diante desses dados, divulgados nessa semana, pela FAO, Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, fica, inevitavelmente, a pergunta: Como é que os líderes mundiais foram capazes de reagir à recente crise financeira internacional, arrumando um socorro de mais de US$ 5 trilhões, com o objetivo de evitar o colapso total da economia global, e não são capazes de resolver um problema que é uma tragédia para a humanidade? De acordo com documento da FAO, é preciso reformar, urgentemente, o sistema de alimentação mundial. Diz que, dos anos 80 aos anos 90 houve um aumento de investimentos na agricultura, após a crise dos anos 70, possibilitando uma certa redução da fome crônica no mundo. Entretanto, depois dos anos 90, essa tendência se inverteu e o número de famintos disparou. Isso é uma coisa inaceitável porque são cada vez maiores os recursos técnicos e econômicos dos países desenvolvidos para enfrentar o problema da



fome, mas está faltando vontade política. Será que isso está diretamente relacionado com a necessidade econômica de resultados imediatos? Obviamente, resolver o problema da fome de 1 bilhão de pessoas pode não trazer progresso imediato, mas, com certeza, trará grandes economias para muitos governos porque onde há

fome há doenças e as doenças resultam em custo muito alto para os governos. Parece evidente que a solução não está apenas no sistema mundial de alimentos. Sabe-se que, cada vez, milhões e milhões de pessoas estão deixando o campo e fugindo para as cidades. Quando deixam o campo, essas pessoas deixam de produzir na agricultura os alimentos que irão ser vendidos nas cidades. Ao chegarem às cidades, os fugidos do campo, totalmente despreparados e desqualificados, vão ficar nas ruas, abandonados e passando fome. É a cena que fica cada vez mais ampliada nos grandes centros metropolitanos nacionais e internacionais. Portanto, o problema da fome envolve outros problemas que precisam ser equacionados, entre eles, o da explosão demográfica urbana. Dessa forma, o desafio dos governos em todo o mundo é encontrar soluções que melhorem o desenvolvimento da agricultura, o sistema de alimentação, o desenvolvimento urbano e o fortalecimento das economias para geração de milhões de empregos. É um desafio gigantesco, porque exige uma soma gigantesca de recursos e esforço coletivo mundial sem precedentes. Do contrário, se nada for feito, milhões de outras pessoas se juntarão aos desesperados que passam fome no mundo.



EXÔDO- Diante de ataques de forças militares paquistanesas, já são mais de 200 mil civis que estão em fuga na fronteira com o Afeganistão, onde se intensificam as operações militares com apoio dos Estados Unidos. É uma guerra sem fim contra os guerrilheiros talibans.

Crise de Zelaya
Violência no Iraque
Estado Palestino
Mais uma semana sem acordo e o presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, permanece ocupando a embaixada brasileira, centro da crise. Problema todo é que Zelaya quer voltar ao poder.

Foto: Presidente Raúl Castro
Pelo menos 85 mil pessoas morreram no Iraque entre 2004 e 2008, período de invasão e ocupação do país pelas forças dos Estados Unidos. É o que revela documento do Ministério dos Direitos Humanos do Iraque divulgado nessa semana, acrescentando que, além das mortes, mais de 147 mil ficaram feridos nos diversos tipos de violência. Revela também que foram mortas 1.279 crianças. Desde a morte de Saddam Hussein, ex-presidente, violência no Iraque é assustadora.
Primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, já se mostra favorável à criação de um Estado da Palestina, desde que seja desmilitarizado. Para os palestinos, isso é inaceitável porque fere desejada soberania.

Foto: Presidente Barack Obama

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