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FATORAMA
Jornal de opinião da Capital brasileira
HOME   Brasília - DF 08/11/2009

E A OPOSIÇÃO AINDA TATEIA PARA DEFINIR SUAS BANDEIRAS NAS ELEIÇÕES DE 2010, A SITUAÇÃO TAMBÉM TEM LÁ SEUS PROBLEMAS. O MAIOR DELES TIRA O SONO DO PRESIDENTE LULA. ELE TENTARÁ RESOLVER PESSOALMENTE O CONTENCIOSO QUE AMEAÇA TRANSFORMAR EM MERA TEORIA A ALIANÇA PMDB-PT. HÁ PROBLEMAS SÉRIOS EM PELO MENOS SEIS ESTADOS. DILMA TRABALHA OS PARTIDOS MENORES.

Em pleno novembro, o clima natalino vai tomando conta do DF. O comércio está animado com a perspectiva de um Natal gordo em vendas. Decoração e propaganda antecipadas buscam estimular o consumidor.

Verdes ficarão vermelhos

O problema da criação de enormes expectativas é o tamanho da decepção, quando elas não se concretizam. A grande conferência mundial para debater o problema do clima e fixar metas para o pós-Kioto, agendada para Copenhague em dezembro, tem tudo para ser uma enorme frustração. Metas firmes e corajosas, tudo indica, não serão aprovadas. Tirante os discursos, pouco de concreto. Os verdes sairão da Cop-15 vermelhos, de raiva.

GAZETILHA

Passada a justa euforia nacional com a conquista do direito de realizar a Copa de 2014 e as Olimpíadas de 2016, eis que afloram as preocupações com hábitos atávicos como a improvisação.

O plano de obras e implantação de equipamentos olímpicos, solenemente compromissado pelo País, pelo Estado e pela Prefeitura do Rio, junto ao COI, já começou a ser alterado.

O discurso em torno da Copa do Mundo de Futebol dava conta de que não haveria a mobilização de recursos públicos para a construção ou reforma de estádios.
A experiência observada na organização do último Panamericano, no Rio, não autoriza otimismo com relação ao uso de recursos públicos. O desperdício foi evidente.
Pois não é que alguns bilhões de reais serão disponibilizados pelo BNDES para fazer ou refazer os estádios da Copa. A juros muito camaradas e prazos idem. Com a porteira aberta. Todas as autoridades envolvidas na organização da Copa e das Olimpíadas em terras tupiniquins estão fazendo o discurso da austeridade e da eficiência. Será mesmo?
Day after da crise já virou preocupação
No meio da enorme crise de 2008, o mundo lançou um conjunto de medidas para superar o pior. A depressão foi exorcizada e, agora, um novo problema está na mesa: como evitar que enormes déficits públicos ameacem com nova e dura crise em futuro próximo. E o Brasil não é exceção. Até o ministro da Fazenda já fala em trabalhar contra bolhas de exuberância irracional. Mantega, no entanto, nada admite em relação ao aumento do gasto público.

EXCLUSIVO
A impaciência e um balaio de dúvidas e indecisões já pularam os muros da discrição e constrangem os principais líderes do maior partido da oposição brasileira. Os tucanos ainda não encontraram um discurso para a disputa pelo Planalto em 2010. E nem conseguem desatar o nó sobre a chapa que apresentarão ao eleitorado.


Charlotte Musa Nivaldo Cordeiro Magno Martins JB Serra e Gurgel Raphael Bruno Renato Riella
Jota Alcides Tribuna Aldo Paes Barreto Sérgio Oliveira Luiz Roberto Marinho Kleber Sampaio Aldemar Paiva