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Jornal das Vozes Livres de Brasília
HOME   Brasília - DF 08/07/2007

Roriz Queria Voltar. Eleito Para o Lugar De Roriz
oaquim Roriz renunciou ao seu mandato para não ter seu caso levado ao Conselho de Ética do Senado. Se isso acontecesse, o ex-senador correria o risco de perder, pelos próximos oito anos, seus direitos políticos. Mas nem por isso teria abdicado de uma estratégia que leva em conta a generosidade da legislação eleitoral quando diz respeito à quebra de decoro parlamentar dos ‘profissionais’ do ramo. Joaquim Roriz não é apenas mais um simples ‘profissional’. Trata-se de um magnífico exemplar da mais perfeita encarnação do ‘coronelismo’ político brasileiro. E esse tipo de animal político não se deixa abater facilmente, isso todo mundo sabe. O plano elaborado por alguns assessores de Roriz seria convencer seus suplentes a renunciarem com ele. O argumento era de que não teriam vida longa no Senado. Por exemplo, o primeiro suplente do ex-senador, Gim Argello, tem mais de um processo, um deles por negociatas com terrenos do governo do DF, e que podem vir à tona assim que tomar posse. Aliás, Heloisa Helena, do PSOL já avisou. Assim que Gim





Argello tomar posse entra com uma representação contra ele no célebre Conselho. Além disso, a revista ‘Veja’ dessa semana revelou que Roriz teria subornado dois juízes do TRE do Distrito Federal.

Acusado de crime eleitoral na campanha para o Senado, o processo ia mal para o seu lado. Três dos seis juízes já haviam votado contra. Dois a favor. Mas Roriz conseguiu virar o placar. Um juiz mudou o voto e o colega que faltava votar também lhe deu ganho de causa. Roriz teria confessado o suborno ao seu primeiro suplente, Gim Argello. Este, ao saber da reportagem, teve um “piripaque” , foi internado com suspeita de infarto, mas teve alta no dia seguinte. A tentativa de intimidar o suplente parece não ter funcionado. Gim Argello já mandou dizer que está pronto para assumir o posto, enfrentar as turbulências que aparecerem. Assim, desmoronou a esperança de Roriz de que, com uma renúncia em bloco, o Senado fosse obrigado a realizar imediatamente uma eleição suplementar. Joaquim Roriz eleito para preencher a vaga de Joaquim Roriz, que renunciou. Ninguém sabe se foi sonho, delírio ou miragem. Aliás, ‘Miragem’ é o nome da bezerra por quem Roriz se apaixonou a ponto de, para adquiri-la, pedir uns trocados ao amigo Nenê Constantino.

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