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HOME   Brasília - DF 08/03/2009

Jarbas descreve quadro aterrador da corrupção geral no Brasil

Em discurso
na tribuna do
Senado, nessa
semana, o
senador
Jarbas
Vasconcelos
destacou que a
impunidade
alimenta a
corrupção no
Brasil


Jarbas Vasconcelos na tribuna do Senado


Cristovam Buarque apóia denúncias de Jarbas
“No Brasil dos dias atuais, a certeza da impunidade dá uma grande força a quem não agiu com lisura e correção. As pessoas se agarram aos cargos como mariscos na casca do navio. Não caem nem nas maiores tempestades”, afirmou o senador do PMDB de Pernambuco, ex-governador Jarbas Vasconcelos, em pronunciamento, nessa semana, no Senado, confirmando suas denúncias feitas anteriormente sobre a corrupção generalizada no País. Depois de apresentar um relato sobre o quadro aterrador da corrupção no Brasil, Jarbas Vasconcelos defendeu duas propostas que disse ter tirado do programa de governo de Lula de 2002, mas que nunca foram postas em prática: a criação de uma agência anticorrupção, com a participação do Executivo, Legislativo, Judiciário, Ministério Público, Tribunal de Contas da União e representantes da sociedade civil; e a retomada do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral. Sobre a devassa em sua vida fiscal e eleitoral que vem sendo feita por arapongas de políticos corruptos, Jarbas foi enfático: “Não temo esses investigadores, apesar de considerá-los credenciados para tal função porque de crimes eles entendem”. Em relação às denúncias de Jarbas, afirmou o senador do DF, Cristovam Buarque: “Existe corrupção, mas ela virou paisagem que o povo passa, vê e sente nojo. Mas nós fingimos que ela não existe. A Casa tolera tudo isso. Virou uma casa de Tolerância”. Para o senador do Ceará, Tasso Jereissati, “ele chamou a atenção do País para o festival de corrupção que se tornou banal e tomou conta de todos os poderes”. Como efeito das graves denúncias do senador Jarbas Vasconcelos, foi criado na Câmara dos Deputados, nessa semana, o Movimento Pela Transparência (MPT), liderado pelo deputado Fernando Gabeira(PV-RJ). Começou com 30 parlamentares e tem como primeira meta levar à votação, o mais rápido possível, o projeto que acaba com o voto secreto em plenário, inclusive para cassação de mandatos.

Tasso Jereissati destaca denúncias de Jarbas
Fernando Gabeira lidera grupo anticorrupção


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