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“No Brasil dos dias atuais, a certeza da impunidade dá uma grande
força a quem não agiu com lisura e correção. As pessoas se agarram
aos cargos como mariscos na casca do navio. Não caem nem nas maiores
tempestades”, afirmou o senador do PMDB de Pernambuco, ex-governador
Jarbas Vasconcelos, em pronunciamento, nessa semana, no Senado, confirmando
suas denúncias feitas anteriormente sobre a corrupção generalizada
no País. Depois de apresentar um relato sobre o quadro aterrador da
corrupção no Brasil, Jarbas Vasconcelos defendeu duas propostas que
disse ter tirado do programa de governo de Lula de 2002, mas que nunca
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postas em prática: a criação de uma agência anticorrupção, com a participação
do Executivo, Legislativo, Judiciário, Ministério Público, Tribunal
de Contas da União e representantes da sociedade civil; e a retomada
do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral. Sobre a devassa em
sua vida fiscal e eleitoral que vem sendo feita por arapongas de políticos
corruptos, Jarbas foi enfático: “Não temo esses investigadores, apesar
de considerá-los credenciados para tal função porque de crimes eles
entendem”. Em relação às denúncias de Jarbas, afirmou o senador do
DF, Cristovam Buarque: “Existe corrupção, mas ela virou paisagem que
o povo passa, vê e sente nojo. |
Mas nós fingimos que ela não existe. A Casa tolera tudo isso. Virou
uma casa de Tolerância”. Para o senador do Ceará, Tasso Jereissati,
“ele chamou a atenção do País para o festival de corrupção que se
tornou banal e tomou conta de todos os poderes”. Como efeito das graves
denúncias do senador Jarbas Vasconcelos, foi criado na Câmara dos
Deputados, nessa semana, o Movimento Pela Transparência (MPT), liderado
pelo deputado Fernando Gabeira(PV-RJ). Começou com 30 parlamentares
e tem como primeira meta levar à votação, o mais rápido possível,
o projeto que acaba com o voto secreto em plenário, inclusive para
cassação de mandatos. |
Tasso
Jereissati destaca denúncias de Jarbas
Fernando
Gabeira lidera grupo anticorrupção
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