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FATORAMA
Jornal de opinião da Capital brasileira
HOME   Brasília - DF 08/03/2009

PEQUENOS CHOQUES DE REALIDADE
Que o mandato de Barack Obama na Presidência dos Estados Unidos iria ser marcado por constantes tensões entre as elevadas expectativas depositadas em sua chegada ao poder e as limitações concretas de suas iniciativas políticas era algo previsível e, em alguma medida, após as eleições, administrado inclusive pelo próprio Obama. A chave para entender os primeiros dias da Presidência do democrata, no entanto, não está nesta constatação, mas sim na elucidação da essência destas limitações. Pois, muito mais do que nos culpados tradicionais pelos obstáculos enfrentados por qualquer governante, como a correlação de forças políticas ou o tamanho dos desafios e tarefas que estão colocadas, estas limitações estão e no próprio posicionamento político de Obama e seu partido, os interesses que representam e a visão que compartilham. Um exemplo evidente desta tensão entre expectativa e realidade foi a recente decisão de Obama, na esteira do fechamento de Guantánamo e da proibição dos militares norte-americanos de utilizarem quaisquer “técnicas de interrogatório” que beirassem a tortura, de divulgar uma série de documentos provando e demonstrando como altos oficiais do governo de George W. Bush dobraram preceitos constitucionais para promover ostensivas violações dos direitos humanos de prisioneiros estrangeiros. Leia-se, a prática de tortura com carimbo oficial da Casa




Branca. A publicação destes documentos, juntamente com a descoberta de que a CIA havia destruído nada menos do que 92 fitas de vídeos com gravações destas sessões de torturas, algumas delas, especula-se, com fatalidades, reacendeu a fogueira em torno do debate de sanções legais a figuras centrais da administração anterior, incluindo o ex-presidente

Bush. Obama, no entanto, a despeito das ultrajantes evidências que ele mesmo optou por tornar públicas, garantiu a Bush e sua equipe, ao menos por enquanto, anistia total pelas ações nada honrosas. Tal decisão pouco tem a ver com a oposição feroz e raivosa que o Presidente de fato enfrenta dos rivais republicanos, até o momento ainda dando sinais claros da dificuldade que encontram para lidar com a derrota. A motivação é outra: aprofundar as atribuições das responsabilidades certamente implicaria no reconhecimento da participação dos Democratas, e do próprio Obama, no consentimento e até mesmo, em diversos momentos, apoio efusivo à “guerra contra o terror” de Bush. Seja pelo esvaziamento da discussão do impeachment quando ficaram evidenciadas as falsas alegações do Pentágono que sustentaram a invasão do Iraque, seja pela reiteradas vezes em que Obama e os democratas votaram pela continuidade e ampliação do financiamento das guerras norte-americanas e endurecimento da legislação de segurança interna, seja pela própria forma pela qual, agora no poder, Obama continua, e no caso do Afeganistão, até mesmo aprofunda, os planos originais dos republicanos. Assim, o próprio Obama está vendo que realidade tende, mais cedo ou mais tarde, a se impor diante das expectativas.



ÁFRICA - País africanos, mais Rússia e China, estão protestando contra a decisão do Tribunal Penal Internacional de mandar prender o presidente do Sudão, Omar al-Bashir, no poder há 20 anos, por crimes contra a humanidade. Ele é acusado em conflito que já fez mais de 300 mil mortos.

Socorro de Obama
Farsa de Brasileira
Força Ditatorial
Presidente Barack Obama anunciou, nessa semana, pacote de US$ 275 bilhões para ajudar 9 milhões de famílias americanas prejudicadas pela crise, das quais 3 milhões já perderam seus imóveis.

Ministério Público da Suíça decidiu, nessa semana, que a advogada brasileira Paula Oliveira, suspeita de ter inventado um ataque de grupo neonazista vinculado a partido do Governo não poderá deixar o país. Se confirmada a sua mentira às autoridades suíças, ela poderá ser condenada a três anos de prisão. Segundo o Ministério Público, Paula Oliveira, somente se confirmada a indicação do seu advogado de que ela sofre de problemas psiquiátricos, será liberada e poderá voltar ao Brasil.
Com o apoio do ditador adoentado Fidel Castro, o presidente cubano Raul Castro está afastando do seu Governo dirigentes que possam representar o mínimo de concorrência ao continuísmo do regime ditatorial.


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