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FATORAMA
Jornal de opinião da Capital brasileira
HOME   Brasília - DF 08/03/2009

S POLÍTICOS VIVEM UM TENSO INÍCIO DE ANO. OS CONFLITOS SE MULTIPLICAM, ENTRE ALIADOS DO GOVERNO, DESTES COM A OPOSIÇÃO E DENTRO DA PRÓPRIA OPOSIÇÃO. PARTE DESTAS BRIGAS TEM RELAÇÃO REAL COM O JOGO ELEITORAL DE 2010. MAS OUTRA PARTE, NADA DESPREZÍVEL, RESULTA DA EVIDENTE FALÊNCIA DO ATUAL SISTEMA PARTIDÁRIO. A REFORMA POLÍTICA SE IMPÕE.

Choca o caráter de tragédia anunciada presente nos surtos de dengue que, a cada início de ano, alarmam a sociedade brasileira e cobram alto preço em vidas, sofrimentos e prejuízos. O tempo passa e nada de solução.

Crise causa onda estatal

A evolução da crise, mundo afora, vem exigindo aportes bilionários de diversos governos no sistema bancário. Sem aparente solução dos problemas. Isso porque a confiança está em xeque. Na falta de credibilidade, o crédito some. E a economia real sofre. Apesar dos calafrios que provoca no governo americano, cresce o risco de uma ampla estatização de bancos. A Europa já começou. EUA resiste, não se sabe até quando.

GAZETILHA

O início de 2009 vai disseminando pelo País uma curiosa e forte sensação de deja vu, que precisa ser enfrentada por quantos tem responsabilidade de zelar pela cidadania e as instituições.

O modelo econômico também dá sinais claros de exaustão, apoiado em alta carga tributária e nítidas limitações para investimentos vitais em infra-estrutura e fomento.

É vital oferecer respostas. No campo político, desgastado por denúncias e conflitos. Na economia, escalada da crise por aqui. Na esfera social, tragédias cotidianas em saúde e segurança públicas.
Políticas públicas de transferência de renda, dos mais ricos para os mais humildes, são úteis e necessárias. O mundo já provou isso. Mas não podem ser assistencialismo estéril.
A velha tese da reforma política ganha ares de prioridade dramática. Fidelidade partidária, voto distrital misto, valorização de partidos e combate ao clientelismo. A crise que vai sacudindo o planeta tem remédio amargo. É preciso trabalhar para que ao menos seja eficiente. E possamos nos recuperar mais rapidamente. Em escala mundial.
Governo gasta muito e não sabe onde cortar
Não foi por falta de aviso. Durante anos, na época da bonança, não faltaram vozes alertando o Governo Lula para os aumentos de gastos correntes. A hora do aperto chegou e o Planalto não se preparou para isso. A arrecadação cai firme. Diversas categorias cobram novos reajustes salariais. O esforço para apoiar a economia esbarra nos limites da renúncia fiscal. E Lula resiste a mudar de discurso, trocando a euforia pelo realismo do aperto de cintos.

EXCLUSIVO
Até o velho Ponte Preta ficaria espantado. De repente, variados conflitos políticos estão sendo apresentados ou justificados como embates pré-eleitorais. O governador Jackson Lago sugere que sua cassação pelo TSE tem alguma relação com a disputa de 2010. Brigas em torno das comissões do Senado também ganharam essa ilação. É o samba do criolo doido.


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