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HOME   Brasília - DF 07/12/2008

Marolinha faz demissões e põe 120 mil em férias coletivas
Quedas de
vendas e de
produção,
forçam
montadoras
de automóveis
no Brasil a
dar férias
coletivas para
quase
55 mil
trabalhadores


Volks terá mais de 18 mil em férias coletivas


Férias coletivas de mais de cinco mil na Ford
Falso ufanismo não segura mais: além de queda de 1,7% na produção industrial brasileira de setembro para outubro, a crise financeira internacional, que o presidente Lula chama de “marolinha” para o Brasil, já está afetando o consumo, os investimentos e o emprego no País. Durante essa semana, dois efeitos preocupantes da marolinha no Brasil: o fluxo de entrada e saída de dólar fechou o mês de novembro com saldo negativo de US$ 7,1 bilhões, pior resultado desde 1999, significando que os investidores estão procurando outras alternativas fora do País; e forte onda de demissões que começa a tomar conta das principais companhias brasileiras. Demissão em massa até agora não está acontecendo, mas o próprio Governo está preocupado porque mais de 121 mil trabalhadores brasileiros devem entrar em férias coletivas neste final de ano por causa da turbulência financeira internacional. Somente o setor automobilístico vai colocar em férias coletivas mais de 55 mil trabalhadores e o setor de autopeças outros 50 mil. Mais de 11 mil perderão seus empregos nos próximos meses. Setores mais afetados são automobilístico, siderúrgico, mineração e eletroele-trônico. Como reflexo da crise, a mineradora Vale, que tem 47 mil funcionários no Brasil e 15 mil em outros países, já anunciou que sua produção de minério teve uma redução de 30 milhões de toneladas, equivalente a 9% de sua produção anual. Em conseqüência, está dando férias coletivas para 5.500 funcionários. Da mesma forma, estarão 2,5 mil dos 7 mil funcionários da Companhia Siderúrgica Nacional em Volta Redonda. Na região do ABC paulista, onde se concentram as principais montadores de automóveis e fábricas de autopeças, 85 mil metalúrgicos vão passar o Natal apreensivos porque depois de férias coletivas, geralmente vem o desemprego. Apenas no setor de autopeças, mais de 9 mil deverão ser demitidos nos próximos meses. Serão todos vítimas dessa marolinha que chega assustando e anunciando recessão.

Quase três mil em férias coletivas na CSN
Vale anuncia férias coletivas para cinco mil


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