Pérolas
Cultivada pelo Faustão, animador de rádio e TV:
“Sozinho, você não consegue ser nem corno!”
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Rei da Chanchada
Vivi a glória de dirigir o mito
Barreto Júnior ao tempo do Grande Teatro da TV Rádio Clube
na década de 70. Com ele - consagrado como “Rei da Chanchada”
- percorrí todos os caminhos gloriosos do teatro brasileiro
de comédia. Consumimos quase tudo do premiado repertório
da SBAT, com o velho Barreto trocando títulos e enxertando
os diálogos com os seus “cacos” incríveis, oportunos e
memoráveis. E os causos verídicos que marcaram a sua vida
desde o Rio de Janeiro às mais distantes povoações da
Amazônia? Certa vez, fugindo do fracasso da bilheteria,
anunciou que ao final da peça comeria um homem vivo. Apresentou-se
um voluntário que no teatro superlotado não resistiu às
dentadas ferozes do ator fugindo apavorado pela platéia.
Fim da peça e das penúrias do velho Barreto naquela noite.
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Pernambuco,
você é meu!
Imaginem
mestre Ariano Suassuna desfilando como instrumentista de uma Banda
de Música em Taperoá. Isso não acontecerá nunca. Porém, Ariano foi
visto com a “boca no trombone” em sua “Aula-espetáculo”. Condenou,
escandalizado, o repertório moderno do “forró estilizado” em sua
linha grotesca de achincalhar a mulher. Foi fundo e até citou alguns
títulos de horripilantes composições, tais como “Mulher roleira”.
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