GAZETILHA
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A velha
sabedoria popular já consagrou a máxima de que é na crise,
na gestão de carências, que se distinguem bons e maus administradores.
Públicos e privados.
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A perspectiva
para 2009, ao menos no seu início, não é favorável e exige
cautela. O modo como o Governo se relaciona com movimentos
reivindi-catórios e sindicais dificulta ainda mais.
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Depois de seis anos de vento a favor, navegando em onda de prosperidade,
eis que a crise mundial vai submeter o País, no geral, e o Governo
Lula, no particular, a duro teste. |
Até no plano internacional os riscos cresceram. Atrás do Equador,
países como a Bolívia, a Venezuela e o Paraguai, também falam
em auditar suas dívidas externas.
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O contencioso
já vai tomando forma: altas despesas obrigam o governo a cobrar
altos impostos; empresas estatais, como a Petrobrás, questionadas
em termos de eficiência na gestão. |
O presidente Lula será submetido à dura prova, de liderança
e visão, nos dois últimos anos de seu segundo mandato. Resta
ver como agirá. Se de olho na sua sucessão ou no futuro do País. |
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Crise
coloca em risco estabilidade econômica
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Vozes dentro do Governo Lula, que até bem pouco tempo tinham receio
de defender a troca clássica de mais inflação por mais crescimento,
agora estão ficando ousadas. Com o presidente Lula à beira de um
ataque de nervos, por conta da crise que deprime a economia mundial,
multiplicam-se as sugestões de afrouxar a política de metas de inflação,
para evitar queda expressiva nas taxas de expansão do PIB caboclo.
O resto do filme já é conhecido. E é de terror.
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