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Jornal das Vozes Livres de Brasília
HOME   Brasília - DF 07/10/2007

REUNIÃO HISTÓRICA DAS DUAS CORÉIAS

Quando dois líderes políticos adversários querem fazer história ultrapassam qualquer obstáculo. Kim Jong-il, o ditador comunista norte-coreano, convocou uma multidão para receber, essa semana, o presidente sul-coreano Roh Moohyum. Milhares de pessoas comparecem ao evento na capital, Pyongyang. Foi o segundo encontro de líderes dos dois países – o primeiro ocorreu no ano 2000 – depois da separação da península há 60 anos. Dizem que Kim abriu as portas para Roh porque está isolado da diplomacia ocidental e precisando de ajuda financeira. Mas dizem também que Roh foi ao encontro de Kim para criar um clima de otimismo e ganhar votos nas eleições de dezembro próximo. Alheio às intenções que movem os dois, o povo foi às ruas gritando: “Unifiquem a Pátria, Paz, Prosperidade!”.


ARGENTINA E BRASIL

Foi uma visita rápida, apenas seis horas. Mas suficiente para deixar claro sua reafirmação da importância da associação estratégica entre Brasil e Argentina no desenvolvimento econômico, político e cultural da América do Sul. Franca favorita nas eleições argentinas do próximo dia 28, a senadora Cristina Kirchner, esposa do atual presidente Néstor Kischner, diz-se convencida que os dois países estão em sintonia fina mas têm, agora, uma oportunidade histórica para fortalecimento dessa associação. Nos últimos cinco anos, o Brasil tornou-se o terceiro maior investidor estrangeiro na Argentina. Cristina quer mais.

  • Em duas semanas, os Estados Unidos deverão enviar um grupo de cientistas à Coréia do Norte para acompanhar os trabalhos de desarmamento nuclear anunciado por Kim Jong-il. Ele promete encerrar as atividades até 31 de dezembro próximo.

  • Será o fim de uma grande preocupação do mundo ocidental, pois a Coréia do Norte vem desenvolvimento sua capacidade nuclear sem qualquer controle. E sua nova posição, negociada com Coréia do Sul, Estados Unidos, China, Rússia e Japão, poderá servir de exemplo para um entendimento com o Irã.
  • Em posição radical, o governo do Irã insiste em desenvolver suas armas nucleares dizendo que são para fins pacíficos, mas se sofrer alguma agressão...E não abre mão dessa “soberania nuclear” nem sob as mais fortes ameaças de isolamento e embargos econômicos. É aí que está o perigo do Irã: o radicalismo.
  • Por isso, os principais líderes mundiais acreditam que, agora, com o exemplo da Coréia do Norte talvez seja mais fácil convencer o Irã. Mas é bom registrar que o regime de Pyongyang não está fazendo isso porque é bonzinho. Existe uma razão mais forte: a Coréia do Norte está empobrecida e quer socorro econômico.

CRISTINA (1)
Embora seja senadora e esposa do atual presidente da Argentina, está certa Cristina Kischner ao fazer campanha usando a estrutura do Governo, inclusive aviões e ministros, em sua campanha eleitoral?
CRISTINA (2)
Como aconteceu já em outras oportunidades, foi assim que ela veio ao Brasil nessa semana. Resultado: ganhou destaque por sua campanha eleitoral ser apoiada em recursos do Estado, violando as leis.
CRISTINA (3)
Sua principal adversária, Elisa Carrió, 20 pontos atrás nas pesquisas, não perdoa: “Isso é uma vergonha! Temos que usar o voto para dar um salto qualitativo”. Mas, tudo indica, será difícil barrar Cristina.
GIRAMUNDO - Poucas horas depois de o enviado especial da ONU, Ibrahim Gambari, deixar Mianmar, essa semana, a junta militar que governa o país mandou ver: mais repressão aos manifestantes, mais casas invadidas e revistadas, mais monges presos. São mais de 200 já detidos em lugares desconhecidos. Mas sempre há algum herói para lutar pela queda de ditadores.

Tão Gomes Musa Antônio Caraballo Magno Martins JB Serra e Gurgel Charlotte Renato Riella
Jota Alcides Tribuna Aldo Paes Barreto Sérgio Oliveira Luiz Roberto Marinho Kleber Sampaio Aldemar Paiva