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a Câmara parece um caso perdido, por ter negociado seus votos com o Governo
para a prorrogação da CPMF, esperança de 95% dos brasileiros agora está
no Senado. |
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SENADO REAGE AO VENENO DA CPMF |
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Se
o Congresso Nacional aprovar a prorrogação da famigerada CPMF
até 2011 deixará o Governo Lula numa situação extremamente
confortável: cofres abarrotados de R$ 40 bilhões para mais
gastança em favor do PT e nenhum desgaste político. Já os
deputados federais e senadores perderão o mínimo que resta
de respeito do povo e, por não terem cumprido o seu papel
de representar os anseios dos eleitores, estarão marcados
para serem cassados nas urnas na próxima eleição. Consciente
disso, a relatora da emenda sobre a CPMF no Senado, Kátia
Abreu(DEM-TO-foto) já está avisando: “Não há nada que eu possa
negociar com o Governo em troca da CPMF”.
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Será preciso ainda uma nova vitória do Governo Lula na Câmara
com pelo menos 308 dos 513 deputados votando a favor da CPMF
em segundo turno, previsto inicialmente para 9 de outubro, mas
já atropelado por sessões de plenário vazio. De qualquer maneira,
como já demonstraram no primeiro turno, os deputados não estão
preocupados com a vontade de 95% dos brasileiros que exigem
o fim da CPMF. Venderam seus votos por gordas verbas e cargos
federais em negociatas com o Governo e, dificilmente, surpreenderão
nessa segunda votação. Dessa forma, a Câmara Federal é um caso
perdido. Seus parlamentares têm, atualmente, a confiança de
apenas 12,5% dos brasileiros, conforme recente pesquisa nacional
apresentada pela Associação de Magistrados |
Brasileiros(AMB), mas parecem absolutamente despreocupados com
isso e com a possibilidade de chegarem ao ponto zero de credibilidade.
Assim, o Governo está usando a CPMF como veneno para suicídio
da Câmara diante da opinião pública, que poderá ser traduzido,
em breve, por algo próximo de 100% de rejeição nacional. Diante
desse cenário vergonhoso na Câmara, esperança do povo permanece
no Senado, onde o percentual de confiança dos brasileiros, conforme
a mesma pesquisa, é um pouquinho maior: 14,6%. Mas o fato de
que 80,7% dos eleitores não acreditam nos senadores, mesmo sendo
um índice abaixo do relativo aos deputados, sob a desconfiança
de 83,1%, tem sido motivo de reações para recuperação da credibilidade
da Casa. E os senadores estão convencidos de que |
essa é a grande chance – a extinção definitiva da CPMF como
quer quase toda a população brasileira. Desconfiado, sobretudo
depois da rebelião do PMDB, principal partido aliado, que derrubou
a Medida Provisória de criação da Secretaria de Assuntos de
Longo Prazo-Sealopra e mais de 600 cargos, forçando o Governo
a baixar um decreto, recriando o Ministério, para não deixar
o filósofo Roberto Mangabeira e muitos petistas desempregados,
o presidente Lula da Silva resolveu endurecer o discurso nessa
semana: só vai liberar as verbas e os cargos prometidos depois
que a CPMF for aprovada. Como o Presidente também está sob desconfiança
no Congresso por não ter cumprido outros compromissos anteriormente
assumidos, é mais um impasse para dificultar a votação da CPMF
no Senado, |
onde o Governo precisa do apoio de 49 dos 81 senadores. Mas,
pelo menos 55 se revelam contra o imposto. Por isso, mantendo
o discurso da oposição e sobretudo do DEM, seu partido, a senadora
Kátia Abreu, prepara seu relatório na Comissão de Constituição
e Justiça do Senado, apoiada por 74% dos empresários do agronegócio
que exigem o fim da CPMF e espera que o Senado dê ao povo a
resposta que ele está querendo contra o abusivo imposto: “Além
de o DEM ter fechado questão contra a CPMF, sou totalmente contra
essa carga tributária de 40% do PIB. Não tem agrado para o setor
que me faça apoiar a CPMF, mesmo porque esse assunto diz respeito
ao Brasil inteiro”. É simples: o Congresso existe para fiscalizar
o Governo e servir ao povo. Se não serve ao povo, não precisa
existir. |
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Disposição
da maioria dos senadores é a mesma da relatora da emenda sobre a CPMF na
casa, Kátia Abreu, que recusa qualquer negociata com o Governo e assume
luta pela extinção da CPMF. |