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| FATORAMA | |
| Jornal de opinião da Capital brasileira | |
| HOME Brasília - DF 07/09/2008 |
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MARCA
DO SUPERFICIAL
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tamanha reviravolta em tão curto espaço de tempo. Mais do que imaginar tal característica como algo “intrínseco” a provar ad eternum suposta incapacidade do eleitor brasileiro de votar segundo parâmetros de racionalidade política entendidos como “superiores”, é necessário apontar os problemas estruturais do sistema eleitoral que contribuem para aprofundar certos padrões de comportamento. A limitação mais corrosiva do sistema eleitoral como mecanismo de expressão política é a incapacidade do voto de interpretar intensidades de preferências. Assim, o voto de um eleitor que prefira determinado projeto de sociedade expresso em um candidato ou partido a tal |
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caso, é, dado o ínfimo benefício potencial de um voto (a possibilidade de que a eleição de um candidato ou partido seja decidida pelo seu voto), o grande estímulo atuante é o de redução de custos eleitorais. Leia-se pouca disposição para adquirir informação e se dedicar à participação. Afinal de contas, politização e militância exigem muito de alguém. Somente num cenário desse tipo é que poucos dias de campanha e horários eleitorais seriam, como foram, suficientes para gerar tamanha alteração na opinião pública. As explicações tradicionais dão conta de que Márcio Lacerda é o candidato com mais tempo de televisão e tem o apoio de figuras altamente aprovadas da política local. Ora, na prática, | isso é a admissão de que os eleitores mineiros simplesmente não sabiam que ele era secretário estadual de Aécio Neves e integrava o mesmo grupo político do prefeito Fernando Pimentel. Pior que isso, é a admissão de que, mesmo sem ter esse conhecimento, bastam alguns minutos de programas bem elaborados na televisão e 40% do eleitorado estão dispostos a votar em alguém que há poucos dias nem sabia quem era, em que governo atuava, qual partido integrava e outras informações tão básicas que quase não se dignificam a ser classificadas como “consciência” política. A grande máquina da superficialidade continua a ser bem alimentada. |
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AMEAÇA - Alerta vem da Bolívia. Fornecimento de gás para o Brasil e a Argentina poderá ser interrompido por causa dos protestos bolivianos contra a reforma da Constituição. Líderes da oposição ao Governo Evo Morales controlam departamentos com maiores reservas de gás. |
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Blindagem
de Sarah
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Discurso de McCain
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Questão
de Idade
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| Maior preocupação agora da equipe do candidato republicano à Casa Branca, John McCain, é blindar a vice na chapa, Sarah Palin. Ela está isolada da mídia e impedida de dar entrevistas. Primeiro, vai ser preparada. |
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Fazer
discursos para grandes públicos não é o forte de McCain. Com seu corpo
rígido, tem dificuldades para se comunicar. Exatamente ao contrário do
candidato democrata, Barack Obama, que tem voz de barítono e movimentos
fluídos, observam os especialistas. Por isso, a equipe de McCain está
procurando treinar muito seu candidato diante das câmeras para melhorar
o desempenho dele. Sobretudo em substância, porque em gestos e entonações
vai ser difícil.
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Enquanto os estrategistas de McCain insistem na falta de experiência de Obama, a equipe do democrata começa a mostrar a idade de 72 anos do republicano como um fator nega-tivo. É assunto deli-cado, mas vale tudo. |
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