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HOME   Brasília - DF 07/06/2009

Governo em pânico com CPI sobre Petrobras

Governo
Lula consegue
adiar
instalação
da CPI da
Petrobras e
ganha tempo
para resolver
crise de
liderança
na base
aliada


Renan Calheiros opera com força total


Aloizio Mercadante em choque com Renan
Como fez tudo e não evitou a CPI da Petrobras, o Governo Lula então revolveu blindar a caixa-preta alvo das investigações. Mas isso não impediu uma exposição do pânico que se espalha dentro do Governo através de brigas de lideranças, cada um desconfiando do papel da outra. Foi o que aconteceu, nessa semana. Veto do líder do PMDB, senador Renan Calheiros, ao líder do Governo, senador Romero Jucá(PMDB-RR), indicado para relatoria da CPI, gerou uma grave crise de confiança na base aliada do Governo.Com o presidente Lula viajando, o ministro das Relações Institucionais, José Múcio Monteiro, entrou em ação mas não conseguiu acertar os ponteiros, tornando o clima tenso. Diante do impasse, Renan Calheiros orientou o senador mais velho da CPI, Paulo Duque(PMDB-RJ), que promoveu um espetáculo patético na hora combinada para instalação da comissão e início dos trabalhos. Chegou pontualmente às 14 horas. Presente apenas o senador Antonio Carlos Júnior (DEM-BA). Sentou-se, olhou alguns papéis, como se estivesse agindo com seriedade, olhou para o plenário vazio e sentenciou: “Como os integrantes da CPI não chegaram e a sessão nem foi aberta, não preciso encerrá-la. Estou me retirando”. Com isso, ficou adiada a instalação da CPI da Petobras. Nova data: 10 de junho. Mas para disfarçar a crise, em sua base, o Governo passou a justificar que somente daria quorum para instalação da CPI depois que a oposição devolvesse ao senador Inácio Arruda(PCdoB-CE) a relatoria da CPI das ONGs agora com o líder do PSDB, senador Arthur Virgílio (AM) pelo fato de o senador cearense ter sido indicado titular da CPI da Petrobras. Ou seja, mais confusão para retardar o início dos trabalhos da CPI da Petrobras. Tudo isso não é porque o Governo esteja preocupado com prejuízos em investimentos da Pe-trobras. É pânico diante da possibilidade de que seja arrombada a caixa-preta da Petrobras. Pode ser um escândalo superior ao Mensalão, até agora o maior esquema de corrupção da história da República.

Romero Jucá, pivô da confusão entre líderes
Paulo Duque, patético, não instalou CPI


Expediente Musa Antônio Caraballo Magno Martins JB Serra e Gurgel Raphael Bruno Renato Riella
Jota Alcides Charlotte Aldo Paes Barreto Sérgio Oliveira Luiz Roberto Marinho Kleber Sampaio Aldemar Paiva