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Diante dessa CPI da Petrobras, estão muitas e graves irregularidades
já detectadas pelo Tribunal de Contas da União, pelo Ministério
Público e pela Polícia Federal. Afinal, a Petro-bras, com faturamento
de quase R$ 220 bilhões por ano, 12% do PIB brasileiro, está
gastando, em média, quase R$ 40 bilhões por ano em bens e serviços
comprados no Brasil através de contratos sem concorrência pública
e feitos na maior suspeita. Algumas das irregularidades denunciadas:
superfaturamento em R$ 95 milhões na construção da Refinaria
do Nordeste em Pernambuco; mais de R$ 178 milhões em pagamentos
irregulares para usineiros; mais de R$ 354 milhões de sobrepreço
em contratos irregulares na construção de plataformas marítimas
para exploração e produção de petróleo; mais de R$ 1 bilhão
gastos em patrocínios |
milionários de orgnizações não-governamentais ligadas ao PT
e outros partidos governistas; financiamento milionários de
campanhas políticas através de emprei-teiras que prestam serviços
à Petrobras. De acordo com levantamentos oficiais, 81% dos contratos
da Petrobras são realizados sem processos de licitação. Não
vai ser fácil conferir isso em apenas 180 dias. Caberá à oposição
usar a perfuratriz com energia e perseverança. É preciso explicar
á Nação essa história de fornecedores da Petrobras privilegiaram
o PT nas campanhas eleitorais. Pelo que consta, os negócios
de empreiteiras com a estatal entre 2007 e 2008 superaram os
R$ 10 bilhões e como retribuição liberaram quase R$ 30 milhões
em contribuições eleitorais. Certamente por orientação ou determinação
da |
Petrobras às empreiteiras, coube ao PT receber a maior fatia
desse bolo: 40% do dinheiro distribuído, mais de R$ 12 milhões.
Em segundo lugar ficou o PMDB, que recebeu menos da metade do
PT, R$ 5 milhões. Por isso, os parlamentares governistas da
CPI, três do PT e quatro do PMDB, farão tudo para defender a
Petrobras e impedir as investigações porque isso significa atingir
os seus próprios cofres sempre cheios nas campanhas eleitorais.
Em outras palavras, os governistas estão muito bem pagos pela
Petrobras para defendê-la nessa CPI. Daí o esforço dos governistas
pensando em garantir a fonte para eleição do próximo ano. Outra
questão nebulosa que a CPI precisa investigar e esclarecer é
a distribuição de R$ 1 bilhão por ano, pela Petrobras, entre
ONGs, propaganda institucional e programas sociais e ambientais,
quase todos ligados ao |
PT. Tudo sem a menor licitação. De acordo com as denúncias investigadas
pelo Tribunal de Contas, não há transparência nos patrocínios
culturais, esportivos e publicitários da Gerência de Comunicação
Institu-cional da empresa, cujo orçamento para este ano está
previsto em R$ 1,2 bilhão. Entre os patrocínios denunciados,
estão numerosas festas juninas no Nordeste, principalmente na
Bahia, terra do atual da Petrobras, Sérgio Gabrielli. Somente
em 2007 a empresa gastou R$ 534 milhões em quase 1.200 projetos
denominados sociais, culturais e esportivos. É uma área que,
desde o início do Governo Lula, é controlada e comandada por
ex-dirigentes sindicais ligados ao PT que nunca viram tanto
dinheiro em suas mãos e resolveram se lambuzar. Expectativa
é de muita lama na caixa-preta da Petrobras. |