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FATORAMA
Jornal de opinião da Capital brasileira
HOME   Brasília - DF 06/09/2009

O SEGUNDO TURNO DO PLEITO DE 2006, O PRESIDENTE LULA ACUOU O ADVERSÁRIO TUCANO, GERALDO ALKMIN, COM CRÍTICAS ÀS PRIVATIZAÇÕES DA GESTÃO FHC, ALÉM DE INSINUAÇÕES SOBRE RISCOS AO FUTURO DO BOLSA-FAMÍLIA. A OPOSIÇÃO JÁ FORMATA O DISCURSO PARA 2010, INCLUINDO A GARANTIA DE AVANÇOS NAS POLÍTICAS SOCIAIS, MAIS O POLÊMICO BOLSA-FAMÍLIA

Apesar do discurso oficial, cheio de justificativas duvidosas, o fato é que o grande número de óbitos por conta da gripe suína não deixa bem o Ministério da Saúde diante do problema.

Pré-Sal, bem que faz mal

Os benefícios concretos que a exploração de petróleo na camada do Pré-Sal pode trazer para o País vão demorar algo em torno de 10 anos para aparecer. O cálculo é de especialistas suficientemente distantes das torcidas partidárias. Os malefícios, no entanto, estão à mostra e bem próximos. Arma-se um racha federativo, opondo três estados produtores a todos os demais. E um discurso xiita também poderá dividir a sociedade.

GAZETILHA

As regras para o jogo eleitoral de 2010 estão virtualmente definidas. Para o bem e para o mal. Aprovada no Senado, a lei eleitoral deverá passar rápida e incólume pela Câmara.

O controle da web é fenômeno visível em sociedades fechadas, por razões políticas ou religiosas. O mundo oferece vários exemplos. Mas é muito difícil em sociedades abertas.

Com isso, teses modernizantes e moralizadoras, como a restrição aos candidatos ficha suja, mais uma vez ficaram pelo caminho. O corporativismo parlamentar bloqueou sua aprovação.
A eleição do presidente Barack Obama, nos Estados Unidos, foi o primeiro grande case eleitoral da Internet. Essa ferramenta foi usada de forma intensa e inédita.
A regulação de uma nova mídia eleitoral, a Internet, é a grande novidade. E também aqui se percebe o esforço de controle do evento eleitoral, seja como propaganda ou debate de teses. Em 2010, a web estará na cena político-eleitoral brasileira. Estima-se que algo como um terço do eleitorado tem acesso a essa mídia. Há muito ceticismo sobre o seu real controle.
Estado gordo não deixa cair carga tributária
O último orçamento federal da Era Lula é um rosário de bondades para inúmeras categorias de servidores e programas prioritários. Mesmo que não se cogite qualquer influência eleitoral, o que seria ingenuidade, a despesa pública que o sucessor de Lula vai encontrar sobre a mesa, no dia 2 de janeiro de 2011, condena a tese da reforma tributária a ser mero discurso vazio. E qualquer promessa de aliviar o peso do Estado no bolso do contribuinte, na prática, ficará para 2014.

EXCLUSIVO
O presidente Lula, coerente com sua maneira futebolística de fazer política, ensaia repetir com sua candidata, no pleito de 2010, a mesma fórmula que o levou à reeleição em 2006. Afinal, ele acredita que não se mexe em time que está ganhando. Um discurso nacionalista e estatizante foi testado durante o lançamento do pré-sal.


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Jota Alcides Tribuna Aldo Paes Barreto Sérgio Oliveira Luiz Roberto Marinho Kleber Sampaio Aldemar Paiva