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FATORAMA
Jornal das Vozes Livres de Brasília
HOME   Brasília - DF 06/04/2008

ÃO SÃO POUCOS OS POLÍTICOS QUE PRESSENTEM UMA ESTRATÉGIA PREMEDITADA DE LULA, NESSA LINHA COM SABOR ELEITORAL E JEITO CAUDILHESCO QUE VEM APLICANDO A SEUS DISCURSOS NESTE ANO. CULTIVA O POPULISMO, FRAGILIZA O LEGISLATIVO E TENTA FIXAR UMA LIGAÇÃO DIRETA COM AS MASSAS MAIS POBRES, AO TEMPO EM QUE RENOVA NA ELITE SUA CONFIABILIDADE NA SEARA ECONÔMICA.

A tragédia da epidemia de dengue é notícia no país e fora dele. Os prejuízos, para além do drama de quase 70 mortos no Rio, são enormes e afetam áreas como o turismo e negócios. Difícil é a sociedade entender tamanha involução nacional em saúde.

Crise, mas sob controle

A crise financeira que começou em 2007 e deve alcançar a chamada economia real em 2008, vem espalhando prejuízos e sobressaltos mundo afora. O Brasil, até aqui, pouco foi atingido. Se muito, as operações em bolsa. A recessão instalada nos EUA poderá reduzir nossas perspectivas de crescimento. Mas fica claro que, com os avanços tecnológicos e de regulação de mercados, as autoridades atuam com firmeza para manter controle.

GAZETILHA

A visão dos hospitais de campanha e da tragédia da população carioca, assolada pela dengue, não pode ficar restrita ao esforço para minimizar a epidemia. Muito menos ser esquecida.

Muitos estão alarmados com a deterioração de áreas vitais, como a saúde e a segurança públicas. E as evidências dos prejuízos sociais, econômicos e políticos crescem a olhos vistos.

É vital fazer um balanço mais amplo da enorme crise em que a sociedade brasileira se debate, no campo da saúde pública. O fato é que o país involuiu, andou para trás.
O que fazer diante disso? De imediato, mobilização de recursos materiais e humanos que minimizem o sofrimento e a dimensão do problema. A realidade é dramática.
Dengue, febre amarela e o que mais se pode associar ao subdesenvolvimento, estão à vista de todos, no País e no exterior. Admita-se que tal deterioração não veio da noite para o dia. Não levar às últimas conseqüências a apuração das responsabilidades por tamanha omissão, em termos de órgãos e pessoas, é fazer pouco caso diante deste novo drama nacional.
Imprevidência eleva dores do crescimento
O País do futebol está prestes a criar duas grandes torcidas em outro campo. O Governo bate bumbo, com justa razão, diante da ascensão de 20 milhões de pessoas para um patamar mais elevado de consumo. De outro lado, registra polêmica crescente entre as autoridades econômicas, em torno de uma próxima elevação na taxa básica de juros. O fato é que a imprevidência desse mesmo Governo, sem ter feito as reformas vitais, agora torna maiores as dores do crescimento.
EXCLUSIVO
Analistas avaliam que a guerra parlamentar em torno do terceiro mandato consecutivo para Lula é praticamente poule de dez, no calendário político de 2008/2009. Principalmente se essas variáveis se conjugarem: de um lado, um desempenho eleitoral vitorioso dos partidos da base do Governo, em especial do PT; e de outro, a manutenção da alta popularidade do Presidente.


Tão Gomes Musa Charlotte Magno Martins JB Serra e Gurgel Raphael Bruno Renato Riella
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