GAZETILHA
|
A visão
dos hospitais de campanha e da tragédia da população carioca,
assolada pela dengue, não pode ficar restrita ao esforço para
minimizar a epidemia. Muito menos ser esquecida.
|
Muitos
estão alarmados com a deterioração de áreas vitais, como a
saúde e a segurança públicas. E as evidências dos prejuízos
sociais, econômicos e políticos crescem a olhos vistos.
|
É vital fazer um balanço mais amplo da enorme crise em que a
sociedade brasileira se debate, no campo da saúde pública. O
fato é que o país involuiu, andou para trás. |
O que fazer diante disso? De imediato, mobilização de recursos
materiais e humanos que minimizem o sofrimento e a dimensão
do problema. A realidade é dramática.
|
Dengue,
febre amarela e o que mais se pode associar ao subdesenvolvimento,
estão à vista de todos, no País e no exterior. Admita-se que
tal deterioração não veio da noite para o dia. |
Não levar às últimas conseqüências a apuração das responsabilidades
por tamanha omissão, em termos de órgãos e pessoas, é fazer
pouco caso diante deste novo drama nacional. |
|
|
|
Imprevidência
eleva dores do crescimento
|
|
O País do futebol está prestes a criar duas grandes torcidas em
outro campo. O Governo bate bumbo, com justa razão, diante da ascensão
de 20 milhões de pessoas para um patamar mais elevado de consumo.
De outro lado, registra polêmica crescente entre as autoridades
econômicas, em torno de uma próxima elevação na taxa básica de juros.
O fato é que a imprevidência desse mesmo Governo, sem ter feito
as reformas vitais, agora torna maiores as dores do crescimento.
|
|