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| FATORAMA | |
| Jornal de opinião da Capital brasileira | |
| HOME Brasília - DF 05/10/2008 |
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APOSTAS ALTAS NOS EUA
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sabem seus praticantes, está na esguia prática do blefe. Nos últimos anos, a potência mundial que hoje treme diante das incertezas que a próxima mão lhe pode trazer, bem como seus aliados mais próximos, blefaram como nunca. Seus teóricos na linha de frente da batalha proclamaram o fim da história e sepultaram as construções ideológicas que não se rendessem à busca, para não dizer endeusamento, do livre mercado, enquanto ofereciam cada vez mais proteção e subsídios para suas empresas. Encarregaram-se de disseminar, por todo o globo, contos relacionados às maravilhas que aguardavam as populações mundiais uma vez que a força irresistível |
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financeiro, os Estados Unidos seguiram à risca essa percepção e promoveu com voracidade a desregulamentação, retirando do Estado qualquer possibilidade de controle. Neste sentido, o socorro de U$ 850 bilhões proposto pela Casa Branca é uma tentativa de bancar as apostas feitas durante o blefe. Em tempos do que está sendo considerada a tentativa de maior intervenção estatal na história do capitalismo, o debate entre neoliberais e keynesianos voltou à tona com todo vigor. A crítica marxista, por sua vez, nunca opôs o Estado ao mercado. Pelo contráúrio, sempre entendeu que o primeiro era fundamental para garantir a reprodução do segundo. Teóricos como Ralph Miliband, por | exemplo, argumentaram a necessidade de que o Estado mantivesse relativa autonomia dos capitalistas individuais, para que pudesse promover os interesses do sistema como um todo, muitas vezes adversos aos interesses imediatos de uma ou outra fração do capital. Sob esse ponto de vista, não só nos Estados Unidos, mas no mundo inteiro, em maior ou menor intensidade, muita dessa autonomia se perdeu. O fato de que Henry Paulson, secretário do Tesouro dos Estados Unidos e arquiteto do plano de resgate financeiro, era até pouco tempo um dos principais executivos de Wall Street, não é reconfortante. As apostas continuam. Mais altas do que nunca. |
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VIOLÊNCIA - Com o Governo Hugo Chávez, Caracas, a capital venezuelana, de 3,2 milhões de habitantes, entrou para a lista das cidades mais violentas do mundo. Sua taxa de homicídios subiu 67%. Atualmente, a taxa é de 130 homicídios/ano para cada 100 mil pessoas. É a maior da América do Sul. |
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Obama
e a Crise
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Rejeição Histórica
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Estilo
Sarah
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| De acordo com recentes pesquisas, 48% dos americanos confiam mais no democrata Barack Obama, contra 41% em John McCain, para comandar os Estados Unidos diante da grave crise financeira internacional. |
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Um
presidente derrotado e sem credibilidade para mais nada. É o presidente
George Bush, com 70% de rejeição dos norte-americanos, uma impopularidade
histórica. Conforme pesquisas dessa semana, três em cada dez entrevistados
nos Estados Unidos colocam Bush como o principal responsável pela crise
econômico que começou com a explosão do mercado imobiliário. Mais: 72%
consideram que o Governo Bush teve atuação ruim na condução da economia.
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Enquanto John McCain perde pontos para Barack Obama, sua vice, Sarah Palin conquista o público norte-americano. Com jeito de atrevida, corajosa, decidida, um falar quase popular e sempre sorridente. |
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