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FATORAMA
Jornal de opinião da Capital brasileira
HOME   Brasília - DF 05/10/2008

NCERRADA A DISPUTA ELEITORAL NO PAÍS, A BRIGA PELAS PRESIDÊNCIAS DA CÂMARA E DO SENADO GANHARÁ FORÇA. APESAR DO ACORDO ENTRE PMDB E PT NA CÂMARA, A BANCADA DO PMDB NO SENADO RESISTE A VOTAR EM NOME PETISTA PARA O PRÓXIMO BIÊNIO. A OPOSIÇÃO NAMORA A IDÉIA DE LANÇAR UM TERCIUS. E LEMBRA QUE A PRÓPRIA BASE TEM CANDIDATO ALTERNATIVO NA CÂMARA.

A intensa cobertura da mídia amplia a exposição das Bolsas de Valores e dos bancos, por aqui e lá fora, em meio aos sobressaltos da crise financeira. Não são poucos os temores em torno do que um boato, por mais irracional que seja, pode causar de prejuízos.

Cautela exige reduzir rítmo

O presidente Lula tem feito declarações para tranqüilizar pessoas e agentes econômicos, garantindo que o País está firme diante da crise financeira internacional. Até aí, tudo bem. Ninguém quer o alarmismo. Até porque realmente o Brasil está preparado. O problema é querer pisar no acelerador, quando o mundo desacelera. A administração do crédito, da agricultura ao consumo natalino, exigirá competência. Para não errar na dose.

GAZETILHA

Para além dos efeitos que o grande público percebe e teme, a crise financeira que o mundo enfrenta estimula inúmeras comparações com outros momentos da história econômica.

De lá para cá o mundo capitalista evoluiu e aprendeu com suas crises, que não foram poucas. Os mais veteranos certamente lembrarão das quebradeiras dos anos 80/90.

A quebra da Bolsa inaugurou a crise econômica de 29, que durou até 1933. Naquele período, mais de 1 mil bancos quebraram, milhares de empresas faliram e o PIB americano recuou.
O fato é que a banca e os órgãos de controle e fiscalização desenvolveram nas últimas décadas um jogo de gato e rato. Os governos de um lado, os gestores de capitais de outro.
Seria ingenuidade comparar momentos tão distintos. O crash de 29 foi levado às últimas conseqüências, dentro de uma visão de verdadeiro capitalismo selvagem. Agora parece que o capitalismo chegou a outro ponto importante de inflexão. O mundo não vai acabar nesta crise. Mas será maior o papel do Estado e seus órgãos de controle.
Mundo crescerá menos, se tiver sorte e juízo
A Irlanda já teve dois trimestres de crescimento negativo. A Espanha poderá estar em recessão já no primeiro trimestre de 2009. E os EUA começam a reunir evidências de que também viverão alguns trimestres recessivos no ano que vem. Se o crescimento negativo for em período curto, o mundo terá tido sorte. Mas vai conviver com menores taxas de expansão durante bom tempo. Se os governos não concertarem ações para minimizar efeitos da crise, o sofrimento será maior.
EXCLUSIVO
Com o agravamento da crise financeira internacional, adquire contornos dramáticos o plano do presidente Lula fazer seu sucessor. Já não são apenas razões político-partidárias, como manter o poder em mãos preferencialmente petistas. Agora também se trata de assegurar um day after com a menor turbulência possível.


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