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FATORAMA
Jornal de opinião da Capital brasileira
HOME   Brasília - DF 05/07/2009

A LÓGICA DA ESMOLA
O governo brasileiro sancionou, nessa semana, lei concedendo anistia legal a quase 60 mil estrangeiros em situação irregular no País. A medida vai na contramão de um intenso processo de endurecimento da legislação e fortalecimento dos mecanismos de segurança e controle da imigração em todo o mundo, principalmente na Europa, como bem lembrou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em uma de suas últimas visitas ao velho continente. Ele argumentou, corretamente, que a desaceleração econômica e a elevação do desemprego não poderiam ser debitadas na conta da massa de imigrantes africanos, asiáticos e latino- pamericanos que se arriscam a driblar as cada vez mais reforçadas fronteiras nacionais em busca de uma vida melhor. Evidentemente, o Brasil não é a Europa. Não possuímos aqui, a despeito da tentativa realizada na Constituição Federal de 1988, um modelo de Estado de Bem-Estar social concretamente comparável àqueles que emergiram no continente europeu e persistem em alguma medida, mesmo após anos de reformas orientadas para a redução de seu escopo e da qualidade de sua capacidade. Por aqui, incorporar as massas estrangeiras em um mercado de trabalho altamente precário, de baixa remuneração e majoritariamente informal, além de um sistema de proteção social




fragilizado, não envolve tanto sacrifício. Ao menos não do governo. Já incorporar os mesmos estrangeiros no que um dia foi o alentado mundo das sociedades de classe média generalizada européia é outra história, como bem sabem os partidos de direita do velho continente, cada vez mais eficientes em transformar as insatisfações de suas respectivas populações em

aversão aos imigrantes e, por conseguinte, dividendos eleitorais, como mostraram as últimas eleições legislativas para a União Européia. A questão ilustra quase que perfeitamente um modus operandi definidor do governo Lula. A capacidade de aderir, com grandes pompas, a medidas de baixo custo político e econômico que agradem às concepções de esquerda que um dia foram o fator principal no balizamento das decisões do presidente e do seu partido, mas também a de rejeitar, sem constrangimentos, alguma destas medidas que implicariam em impactos políticos e econômicos reais, como demonstra o esforço da base aliada para postergar e derrotar a votação da legislação que equipara os reajustes das aposentadorias da Previdência Social aos do salário mínimo. O próprio programa Bolsa-Família, maior estandarte do caráter social do governo, resume em essência esse modelo: grande impacto nas justificativas políticas e argumentações legitimadoras do governo, pouco peso no orçamento. Nessas horas, a tão alardeada “preocupação social” do governo passa longe da disposição para arcar com os custos de garantir a milhões de idosos brasileiros um envelhecimento mais digno, embora o bônus de fazê-lo, eleitoralmente, seja indiscutível. O problema é que, nesse caso, o ônus, real, foge da lógica da esmola.



GRIPE - De acordo com a Organização Mundial de Saúde, já são mais de 77 mil casos da gripe suína no mundo, dos quais 332 mortes. Nos Estados Unidos 27 mil casos, na Inglaterra são quase 7 mil e no Brasil 695 casos da doença. Ela está avançando em todo o mundo.

Escudo da ONU
Adeus, Jackson!
Milagre no Mar
Presidente de Honduras, Manuel Zelaya, deposto por golpe militar, ganhou resolução histórica da ONU, com apoio unânime de 192 nações, para voltar ao país e reassumir seu Governo.

Foto: Presidente Raúl Castro
Mais de 1 milhão de pessoas esperadas na cerimônia do funeral do cantor Michael Jackson nesta terça(07) no seu rancho Neverland, em Santa Bárbara, na Califórnia. Seu testamento aberto, nessa semana, deixou fortuna do astro para os três filhos, a mãe e instituições de caridade. Nada para o pai, Joe Jackson, acusado de espancar o cantor na infância. Enquanto isso, cresce a jacksonmania. Mais de 2,3 milhões de cópias de seus sucessos vendidas pela Internet.
Com fratura na clavícula e arranhões, Bahia Bakari, de apenas 14 anos, é a única sobrevivente do airbus 310 da Yemenia Airway, que caiu no Oceano Índico, nessa semana, com 150 pessoas.

Foto: Presidente Barack Obama

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