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FATORAMA
Jornal de opinião da Capital brasileira
HOME   Brasília - DF 05/04/2009

URIOSO O PROCESSO DE EVOLUÇÃO DAS PRÁTICAS DO CONGRESSO NACIONAL. PARECE QUE SÓ SE AVANÇA COM CRISE. FOI ASSIM EM PASSADO RECENTE, COM A REDUÇÃO DOS RECESSOS E A SUPRESSÃO DE PAGAMENTOS POR CONVOCAÇÕES EXTRAORDINÁRIAS. SERÁ ASSIM OUTRA VEZ, DISCIPLINANDO VERBAS INDENIZATÓRIAS, AS COTAS DE PASSAGENS E AUXÍLIO-MORADIA.

Brasília é muito jovem e tem a responsabilidade de ser a capital da República, para conformar-se com o nítido agravamento dos problemas de segurança pública. O governador Arruda faz bem em reforçar o setor. Mais adiante ele será cobrado.

Crise desenha novo mundo

Ninguém consegue dizer, com segurança, quando terminará o terremoto econômico que abala o mundo na atualidade. Mas uma coisa já está clara: a crise vai redesenhar o mapa das forças que atuam nos mercados do planeta. Serão muitas as fusões, incorporações e quebras. Novas tecnologias e mecanismos de regulação terão impacto significativo sobre quem dava as cartas, até um passado recente. Um novo mundo vem aí.

GAZETILHA

Já se disse que a atual e grave crise que faz estremecer a economia mundial, fechou uma janela de prosperidade igualmente expressiva. Bancos, indústria e comércio, ganharam muito.

Com o passar do tempo, as dificuldades tendem a ficar dramáticas. Já é uma virtual unanimidade a percepção de que os orçamentos públicos, nos três níveis, não vão alcançar o final do ano.

Mas, se nem nos anos da bonança o País conseguiu dar resposta efetiva ao agravamento dos problemas de saúde, educação e segurança públicas, o que dizer agora?
Enquanto o Governo anuncia que tem compromisso apenas com a preservação do PAC e do Bolsa-Família, cresce a mobilização de prefeitos para a promoção de greves.
O contingenciamento do orçamento da União alcança mais de R$ 40 bilhões. Estados e Prefeituras amargam reduções expressivas nos recursos transferidos pela União. Crise avança. Na esteira desse quadro, os graves problemas vistos nas áreas de saúde, educação e segurança públicas ameaçam virar verdadeiras tragédias para os mais pobres. Quem viver verá.
Ufanismo atrapalha correção de rumos
Começou com o desdém da crise por aqui, chamada de “marolinha”. Continuou com a política da avestruz, promovendo-se ações pontuais para tentar enfrentar o tsunami que varre o mundo e ameaça seriamente a economia nacional. As ações do Governo Federal são bem intencionadas, não há dúvida. Mas claramente insuficientes, na medida em que evitam tocar no miolo do problema: o enorme peso do setor público brasileiro. Sem reformas vitais e fortes, não tem avanço.

EXCLUSIVO
Tirante as negativas de praxe, o jogo eleitoral para 2010 já avançou muito. As chapas dos principais competidores estão desenhadas. Dilma Roussef não tem mais concorrentes no PT e deverá ser ungida por Lula. Agora se procura um vice do sexo masculino, do Nordeste e, preferencialmente do PMDB. Já no lado tucano, nem as prévias devem bloquear a candidatura Serra.


Expediente Musa Charlotte Magno Martins JB Serra e Gurgel Raphael Bruno Renato Riella
Jota Alcides Tribuna Aldo Paes Barreto Sérgio Oliveira Luiz Roberto Marinho Kleber Sampaio Aldemar Paiva