GAZETILHA
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Já se
disse que a atual e grave crise que faz estremecer a economia
mundial, fechou uma janela de prosperidade igualmente expressiva.
Bancos, indústria e comércio, ganharam muito.
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Com o
passar do tempo, as dificuldades tendem a ficar dramáticas.
Já é uma virtual unanimidade a percepção de que os orçamentos
públicos, nos três níveis, não vão alcançar o final do ano.
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Mas, se nem nos anos da bonança o País conseguiu dar resposta
efetiva ao agravamento dos problemas de saúde, educação e segurança
públicas, o que dizer agora? |
Enquanto o Governo anuncia que tem compromisso apenas com
a preservação do PAC e do Bolsa-Família, cresce a mobilização
de prefeitos para a promoção de greves.
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O contingenciamento
do orçamento da União alcança mais de R$ 40 bilhões. Estados
e Prefeituras amargam reduções expressivas nos recursos transferidos
pela União. Crise avança. |
Na esteira desse quadro, os graves problemas vistos nas áreas
de saúde, educação e segurança públicas ameaçam virar verdadeiras
tragédias para os mais pobres. Quem viver verá. |
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Ufanismo
atrapalha correção de rumos
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Começou com o desdém da crise por aqui, chamada de “marolinha”.
Continuou com a política da avestruz, promovendo-se ações pontuais
para tentar enfrentar o tsunami que varre o mundo e ameaça seriamente
a economia nacional. As ações do Governo Federal são bem intencionadas,
não há dúvida. Mas claramente insuficientes, na medida em que evitam
tocar no miolo do problema: o enorme peso do setor público brasileiro.
Sem reformas vitais e fortes, não tem avanço.
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