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FATORAMA
Jornal de opinião da Capital brasileira
HOME   Brasília - DF 04/10/2009

TRAPALHADA BRASILEIRA EM HONDURAS
Um fazendeiro, dono de latifúndios, com seu chapéu de vaqueiro e vasto bigode colocou o Brasil numa grande encrenca internacional. Foragido? Refugiado? Hóspede? Nem uma coisa, nem outra. Manuel Zelaya, presidente deposto de Honduras, por ter tentado dar um golpe na democracia do seu país, ao desafiar todas as instituições, inclusive Congresso e Supremo, para se eternizar no poder, conseguiu fazer o que parecia impossível porque ilegal: transformou a embaixada do Brasil em Tegucigalpa num comitê político de seu governo deposto. Mais grave: com o apoio dos presidentes do Brasil, Luda da Silva, e da Venezuela, Hugo Chávez, em nome de uma revolução ditatorial bolivariana que se espalha pela América do Sul. Para o sucesso dessa revolução, Chávez vem despejando os petrodólares da Venezuela em Honduras, assim como vem fazendo na Bolívia e no Equador. Seu objetivo é implantar o chamado Socialismo do Século XXI em toda a América Latina. Considerando Honduras um país fraquinho, vinha investindo forte no Governo Zelaya. Sua primeira vitória foi atrair Zelaya para a corrente Alternativa Bolivariana para as Américas(Alba). Com isso, afastou o Governo de Honduras do seu principal aliado, os



Estados Unidos. Depois, Chávez passou a orientar a conduta de Zelaya, começando pelo controle das comunicações. Nesse sentido, o presidente Zelaya cometeu um abuso imperdoável: ordenou a todas as rádios e televisões do país a transmissão diária de duas horas gratuitas de

propaganda do governo. Dirigentes dos grupos de comunicação ficaram irritadíssimos e os empresários em geral desconfiadíssimos. Qual será o próximo passo de Zelaya? É o que todos perguntavam, inquietos. Não demorou. Seguindo orientação de Chávez, Zelaya investiu numa consulta popular para aprovar sua reeleição e assim se eternizar no poder, como fez Chávez na Venezuela. Mas na pequena Honduras, Congresso, Supremo e Forças Armadas repudiaram a ingerência de Chávez e a ousadia de Zelaya. Resultado: destituição de Zelaya em 28 de junho e expulsão dele do país. Daí em diante é uma maratona de equívocos, abusos e maluquices. Com o apoio de Chávez, Zelaya tentou voltar ao país, por avião e por terra, mas foi impedido pelas forças militares. Chávez e Zelaya recorreram, então, ao presidente Lula e conseguiram abrigo na embaixada brasileira em Tegucigalpa. Tudo combinado. E Zelaya passou a usar a embaixada, território brasileiro, como sede do seu governo deposto, insuflando de lá, através do rádio, o povo hondurenho para uma rebelião contra o governo instalado. Um golpista desafiando contragolpistas e o Brasil no meio desrespeitando a soberania dos povos. Um vexame internacional.



GUINÉ- Pelo menos 157 pessoas morreram na Guiné, nessa semana, em confronto com militares do Exército, numa mnanifestação contra a possível candidatura do capitão Moussa Câmara, chefe da junta militar que governa o país desde dezembro, após golpe de Estado.

Ditadura Chinesa
Tsunami nas Samoa
Cristina e Mídia
Presidente da China, Hu Jintao, liderou, nessa semana, as comemorações dos 60 anos da ditadura comunista na China, tudo sob controle e censura. Céu de Pequim esteve fechado até para pipas.

Foto: Presidente Raúl Castro
Maremoto que atingiu as Ilhas Samoa, território americano no Oceano Pacífico, deixou dezenas de mortos. Milhares de pessoas conseguiram se salvar da tusnami fugindo para lugares altos. Relatos de testemunhas indicam ondas de mais de 10 metros de altura. Já nas Filipinas, a tragédia dessa semana foi causada por grandes enchentes, as maiores dos últimos 40 anos. Oficialmente, ocorreram 240 mortes e equipes de socorro permanecem no resgate de milhares de vítimas.
Presidente argentina, Cristina Kirchner, está pressionando o Senado para aprovar a nova lei de mídia que já passou pela Câmara. Pela lei, cada grupo de mídia só poder ter dez concessões.

Foto: Presidente Barack Obama

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