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FATORAMA
Jornal de opinião da Capital brasileira
HOME   Brasília - DF 04/10/2009

ARA AZAR DO GOVER- NO, O SENADO VAI EXAMINAR O INGRESSO DA VENEZUELA NO MERCOSUL EM PLENA CRISE DE HONDURAS, ONDE O PRESIDENTE HUGO CHAVEZ TEVE PAPEL DESTACADO NA FORMAÇÃO DE UM ENORME IMBROGLIO. O RELATOR, SENADOR TASSO JEREISSATI JÁ ANUNCIOU PARECER CONTRÁRIO. O PLENÁRIO TAMBÉM PREOCUPA O PLANALTO.

A atuação do presidente Zelaya, dentro da embaixada brasileira em Honduras, não encontra paralelo na história da diplomacia mundial. Faz tudo que jamais poderia fazer.

Cresce temor de inflação

Henrique Meirelles, sempre que pode, faz questão de destacar que o BC não é responsável pelo controle de gastos no governo. É verdade, mas não exime o Banco Central de alertar os formuladores da política econômica e fiscal para os custos e riscos do elevado aumento de gastos públicos no esforço de controlar a inflação. Aumentos de gastos correntes, não de investimentos, o que é pior. Consultorias já fazem alertas para 2010 e 11.

GAZETILHA

Quem tem viu, quem te vê. Uma série de eventos em curso evoca, de forma candente, essa imagem para avaliar, em tom reprovável, a atitude de alguns partidos e políticos brasileiros.

A condescendência com que o governo e políticos que lhe dão sustentação parlamentar encaram a transformação de nossa embaixada em Honduras em ruidoso comitê político.

Partidos ditos de esquerda, PT à frente, estão na incômoda berlinda. Na defesa da indicação de José Antonio Dias Toffoli para o Supremo, por exemplo.
Certamente não ajuda na educação política da população essa atitude de dois pesos e duas medidas. Na verdade, acaba reforçando a impressão geral negativa dos políticos.
A reação irada contra o TCU, quando o tribunal aponta indícios de irregularidades em 41 obras públicas, igualmente choca. Dilma Rousseff na oposição, teria essa atitude? O ambiente eleitoral que o País já vive, por conta do pleito de 2010, vai sacrificar outra oportunidade para atitudes que deveriam reforçar o compromisso de todos com a ética política.
Governo terá vida dura no Congresso
O presidente Lula, pelo visto, não está tendo problemas apenas no esforço para transformar sua alta popularidade em intenções de voto em Dilma Roussef, candidata que escolheu para sucedê-lo. Também na mobilização de sua base de sustentação parlamentar, para a votação de projetos de interesse do Executivo, há dificuldades. O governo recuou da idéia de taxar a poupança, não cogita propor a volta da CPMF e terá que admitir alterações na exploração do pré-sal.

EXCLUSIVO
O jogo eleitoral de 2010 começou oficialmente neste início de outubro. Terminou o prazo de arrumação partidária. Quem tinha de entrar, entrou. Quem tinha que mudar, mudou. Agora está aberta a contagem regressiva para as eleições gerais do ano que vem. Plebiscito para o Planalto, entre situação e oposição, não vai ter.


Expediente Musa Charlotte Magno Martins JB Serra e Gurgel Raphael Bruno Renato Riella
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