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FATORAMA
Jornal das Vozes Livres de Brasília
HOME   Brasília - DF 03/02/2008

UANDO O TEMA É INFLAÇÃO, O BANCO CENTRAL DOS EUA VIVE O DILEMA DA CLÁSSICA FRASE: “SE CORRER O BICHO PEGA, SE FICAR O BICHO COME”. O FED VEM BAIXANDO OS JUROS PARA COMBATER A RECESSÃO. E VEM COLHENDO NOVAS PRESSÕES INFLACIONÁRIAS COM ESSA POLÍTICA. EM 2008 ELE PODE CAIR NO PIOR DOS MUNDOS: A ESTAGFLAÇÃO. ALERTA É GERAL. OLHO VIVO.

Vai dar muita polêmica a intenção da Previdência de contar como tempo de serviço o período em que os sem-terra estiverem “trabalhando” em áreas invadidas. A entrada nesses locais é vedada. Impossível até checar esses dados. Daqui a pouco boa parte do MST vira pensionista.

Triste dança das cadeiras

Alguns dirão que é próprio da política. Certamente de algumas “políticas”. E infelizmente a brasileira entre elas. O fato é que a verdadeira briga de foice que se observa em torno da dança das cadeiras, na estrutura do Governo, não educa o cidadão e nem eleva o conceito dos políticos. Uma reforma política séria e ampla virou condição básica para levar a jovem democracia brasileira a patamar mais elevado de práticas parlamentares.

GAZETILHA

Carnaval mais cedo este ano. Logo após a folia, começará de fato mais um ano para o brasileiro. Mas o contencioso de problemas à espera do cidadão é tal, que nem as férias ele respeitou.

No Rio de Janeiro surgiu um movimento de boicote ao IPTU. Em Brasília não são poucos os que se movimentam para procurar apoio no Ministério Público e pedir um forte debate.

Os carnês do IPTU, em Brasília, chegaram com surpresas desagradáveis. Reajustes muito acima da inflação para milhares de contribuintes. Descobriram-se aumentos de até 600%.
O fato é que esse exemplo pontual, o do enorme reajuste do IPTU para muitos contribuintes do DF, ilustra a falta de hábito entre nós para a promoção de debates e discussões públicas.
As mudanças feitas pelo GDF no IPTU, tanto na alíquota quanto na base de cálculo, chocam ainda mais porque a Câmara Distrital havia autorizado reajuste máximo de 16,58%. No fim, decisões de enorme alcance e impacto são tomadas em gabinetes fechados, por técnicos que acabam não alcançando a complexidade da realidade que buscam ordenar.
Gangorra econômica garante stress
A semana foi um tenso sobe/desce. Mais desce que sobe, na verdade. E tudo indica que essa será a tônica da economia, ao longo do ano. A gangorra nas Bolsas, por aqui e mundo afora, provoca o derretimento de muitos patrimônios, em graus variados. Em particular para os calouros, que se lançaram no mercado de capitais de olho em gordos retornos para suas aplicações. Diversificar os investimentos nunca foi tão importante. Cautela é recomendação em alta também.
EXCLUSIVO
Acendeu sinal amarelo, com tendência para vermelho, no painel de controle oficial que monitora as perspectivas da inflação cabocla. Aqui, como nos Estados Unidos, acumulam-se sinais de tensões de preços. As pressões inflacionárias, por ora, estão concentradas no atacado. Mas daí para atingir o varejo não precisa muito. Em especial com a expansão da massa consumidora.


Tão Gomes Musa Charlotte Magno Martins JB Serra e Gurgel Raphael Bruno Renato Riella
Jota Alcides Tribuna Aldo Paes Barreto Sérgio Oliveira Luiz Roberto Marinho Kleber Sampaio Aldemar Paiva