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HOME   Brasília - DF 02/08/2009

Salvação de Sarney é um Conselho de Ética sujo

Mais de
70% dos
integrantes do
Conselho de
Ética do
Senado têm
problemas
relacionados
com nepotismo
e outras
irregularidades


José Sarney espera salvação no Conselho de Ética


Paulo Duque, acusado de nepotismo
Caberá ao Conselho de Ética do Senado decidir, nesta semana, sobre 11 ações contra o presidente da Casa, José Sarney, sendo cinco representações e seis denúncias. As principais pedem a investigação da responsabilidade de Sarney nos 663 atos secretos do Senado, cheios de práticas de nepotismo, e no desvio de R$ 500 mil de patrocínio cultural da Petrobras para fundação do senador existente no Maranhão. Sarney também é acusado de ter ocultado de suas declarações de bens à Justiça Eleitoral uma casa em área nobre de Brasília no valor de R$ 4 milhões. Sob intensa pressão da oposição e da opinião pública para renunciar, certamente o presidente Sarney está confiante nesse Conselho de Ética. E tem razões para isso, conforme mostrou, nessa semana, o jornal “O Estado de São Paulo”: 70% dos componentes desse conselho do Senado têm ficha com problemas. Começa pelo próprio presidente do órgão, senador Paulo Duque (PMDB-RJ), que é aliado de Sarney e tem prerrogativa para arquivar processos. Ele é acusado de nomeação de assessores por atos secretos, de nepotismo e de ter empregado assessor fantasma no próprio Conselho de Ética. De acordo com levantamento do jornal, dos 30 titulares e suplentes do Conselho pelo menos 21 estão com problemas. Somente da tropa de choque do PMDB, defensora de Sarney, os quatro titulares – Paulo Duque(RJ), Gilvan Borges(AP), Wellington Salgado(MG) e Almeida Lima(SE) estão envolvidos com atos secretos, nepotismo e outras investigações. Desses quatro, um dos maiores aliados de Sarney é Wellington Salgado, que responde a três inquéritos no Supremo por sonegação fiscal e crimes contra a Previdência. Outro forte aliado de Sarney, Gilvan Borges é acusado de nepotismo por empregar concunhada, prima da ex-mulher e ex-chefe de gabinete com oito parentes no Senado. Com um Conselho de Ética assim, formado por senadores de fichas-sujas, não se pode esperar absolutamente nada em defesa da moralidade e da instituição. Simplesmente é um Conselho sem condição moral para investigar ninguém.

Wellington Salgado, acusado de sonegação fiscal
Gilvan Borges, acusado de nepotismo

Expediente Musa Antônio Caraballo Magno Martins JB Serra e Gurgel Raphael Bruno Renato Riella
Jota Alcides Charlotte Aldo Paes Barreto Sérgio Oliveira Luiz Roberto Marinho Kleber Sampaio Aldemar Paiva