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FATORAMA
Jornal de opinião da Capital brasileira
HOME   Brasília - DF 02/08/2009

RESCE A EXPECTATIVA GERAL EM TORNO DA PRÓXIMA RODADA DE PESQUISAS POLÍTICAS E ELEITORAIS. TEM NERVOSISMO PARA TODOS. CLIMA É DE TENSÃO NA VOLTA DO RECESSO. SERÁ QUE A ATUAÇÃO DE LULA NA CRISE DO SENADO VAI REDUZIR A POPULARIDADE DO PRESIDENTE? E DILMA? PÁRA OU CONTINUA SUBINDO JUNTO AO ELEITOR? AFINAL, DÁ SERRA OU AÉCIO? RESPOSTAS, EM BREVE.

Há nítido divórcio, em Brasília, entre a pressão da indústria imobiliária para produzir mais imóveis e o ajuste da estrutura urbana.Muitas áreas do DF, que em 2010 fará apenas 50 anos, já enfrentam engarrafamentos de cidades maiores.

Bota na poupança

Muitos investidores só agora se deram conta das conseqüências sobre o mercado de capitais de uma inflação civilizada. De antiga “prima pobre”, eis que a velha caderneta de poupança ganha ares de estrela no novo cardápio de opções para investimentos. Isso porque o governo morde um bom pedaço dos ganhos em outras aplicações. E os bancos cuidam de tirar outro naco dos investidores, na forma de taxas. Portanto, olho vivo.

GAZETILHA

Em política e economia, a história já provou isso, raras são as verdades absolutas. Quase tudo é relativo e pode ser bom ou ruim. É a velha questão do copo: está meio cheio ou meio vazio?

Após 15 anos de evolução e estabilidade no marco do Plano Real, o País realmente mostrou musculatura econômica para sofrer menos e mais tarde com a crise.

O ano de 2010 será um grande case para os estudiosos desse fenômeno. Pelo custo do esforço para tirar o País da grande crise. E pelo cruzamento disso com a sucessão presidencial.
O esforço de Lula para tirar o País da crise mais rápido já dá sinais de que terá um alto preço. Pela liberalidade com as finanças em ano eleitoral, o problema ficará maior em 2010.
Lula não se cansa de dizer, para distanciar-se da gafe (a “marolinha”) com que falou da crise pela primeira vez, que o País seria o último a entrar e o primeiro a sair dela. A ineficiência com que são executados programas como o “PAC” e o “Minha Casa, Minha Vida”, é motivo de preocupação. Eficiência mesmo, só com a distribuição do Bolsa-Família.
Agências desamparam os consumidores
Pensadas como formas ágeis e eficientes de fiscalizar atividades e ampliar a proteção dos consumidores, as agências reguladoras estão sofrendo enorme desgaste no país. Frutos do grande processo de privatizações da Era FHC, elas ficaram com sua estruturação a meio caminho na Era Lula. O projeto da lei geral das agências não sai do Congresso. E o governo sonha com a reestatização de alguns setores. Seus dirigentes são indicações políticas e não há o menor respeito aos consumidores.

EXCLUSIVO
O Governo Lula já nem consegue disfarçar uma aposta política de alto risco para o presidente da República e sua relação com o PT. Lula joga duro para enquadrar a bancada petista no Senado, com o objetivo de blindar o presidente Sarney. Se der certo, Lula atenua o desgaste junto ao PT. Se der errado, o risco é de divórcio.


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