GAZETILHA
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Os mais
experientes, além dos pragmáticos e dos cínicos, haverão de
dizer que é assim mesmo. Assim mesmo, de há muito. Épocas
diferentes, o mesmo comportamento. Uma pena.
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A farra
dos cartões corporativos é um bom mau exemplo. O divórcio
entre discursos e atitudes diante de necessidades inadiáveis,
como as reformas política, tributária e trabalhista.
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Se um marciano desembarcasse por aqui e fizesse um esforço para
integrar-se rapidamente por meio da leitura dos jornais, acabaria
confuso e talvez pegasse o primeiro disco de volta. |
O descaso com questões básicas, como direitos humanos e meio
ambiente, não é menos grave. Os discursos bem intencionados
enchem muitas árvores transformadas em papel.
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A evolução
do mundo político brasileiro é uma lição de desestímulo para
a cidadania. Lamentavelmente e apesar de honrosas e minoritárias
exceções. Exemplos não faltam. |
De dois em dois anos o brasileiro é chamado a um exame de consciência,
via processo eleitoral. Este ano renovam-se prefeituras e câmaras
municipais. Mais do mesmo? |
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Na
economia, melhor antecipar que remediar
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Para além da justa euforia oficial em torno dos resultados macroeconômicos
do País, seria prudente tomar medidas que previnam problemas em
futuro próximo. Antecipar é sempre mais barato que remediar. Ganhar
dinheiro no mercado brasileiro, graças a uma taxa de juros que não
encontra paralelo em outras praças de segurança equivalente à nossa,
virou hobby mundial. Conseqüências: dólar artificialmente baixo,
problema para as exportações e farra nas importações.
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